Biblioteca da Karen

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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Resenha de Pequena Abelha

Este livro pediu silêncio aos leitores. A história é um segredo, mas creio que possa revelar alguns dados a vocês. Contudo, não espalhem.A narrativa de Chris Cleave "Pequena Abelha" aborda a histórias de duas mulheres diferentes.

A cor da pele, o sotaque, a nacionalidade, a situação civil, nada essas mulheres têm em comum, exceto pelas histórias de vida que se esbarram em um ponto. E partir deste instante, a história se desenrola. Este encontro ocorre dois anos da narrativa contada no livro.

Este encontro envolve a órfã nigeriana Pequena Abelha e a  jornalista britânica Sarah. Pequena Abelha é uma sobrevivente de uma tragédia e ruma a Londres como uma refugiada. Sarah é mãe de um menino de quatro anos, que acredita que é o batman. Ela tenta reavivar um casamento fracassado.

A construção da história não é linear. As duas protagonistas se revezam para contar os fatos. Cada capítulo é dedicado a uma delas. Não é uma narrativa feliz; é sobre sobrevivência. Não espere contos de fadas.

Curisodade: O livro virará filme. A atriz Nicole Kidman atuará e produzirá o longa da BBC.

Leia o primeiro capítulo

Confira alguns trechos da Obra: 


"Eu adoraria ser uma libra esterlina. Uma libra pode viajar livremente para a segurança, e nós podemos assistir, também com liberdade, à sua viagem. Esse é o triunfo da humanidade. Chama-se globalização.Uma menina como eu é barrada na imigração, mas uma libra pode saltar por cima das roletas e se esquivar dos aparelhos daqueles homens grandalhões de uniforme com quepe e entrar direto num táxi de aeroporto que esteja à espera. Para onde, senhor? Para a civilização ocidental, meu amigo, e ligeiro." Pequena Abelha

"Será que as cicatrizes que essas cicatrizes estão no corpo inteiro, como as luas e estrelas no seu vestido? Achei que isso também seria bonito, e peço-lhe neste instante que faça o favor de concordar comigo que uma cicatriz nunca é feia. Isto é o que aqueles que produzem as cicatrizes querem que pensemos.  Mas você e eu temos de fazer um acordo de desafiá-los. Temos de ver todas as cicatrizes como algo belo. Combinado? Este vai ser o nosso segredo. Porque, acredite em mim, uma cicatriz não se forma num morto. Uma cicatriz significa: 'Eu sobrevivi'." Pequena Abelha p.17.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Artistas superam a perda da visão e trabalham com música

Outra notícia que escrevi e foi publicada. Espero que gostem!


Bastente alegres, Mauri, 63 anos, e Maria, 50, foram a sensação, ontem, no calçadão de Tubarão. Ele toca acordeão. Ela canta um repertório eclético de músicas sertanejas e folclóricas. Detalhe: os dois são deficientes visuais. Mauri perdeu a visão aos 30 anos. Maria aos 25. Mas nem por isso deixaram de fazer aquilo que adoram: música.

O casal mora em Florianópolis e deve ficar em Tubarão até o dia 18 deste mês. Mauri e Maria conheceram-se na capital, há cinco anos. Ela vendia cartões telefônicos e ouviu o acordeão de Mauri. Pronto! Foi paixão ao primeiro som, como brincam.

Hoje, eles percorrem os estados do sul e do sudeste com sua arte popular. E se apresentam assim: Mauri e Maria. Nada de sobrenomes. “Só forneço o nome artístico”, brinca Mauri, que trabalha com música há mais de 50 anos.

Ele começou a tocar em conjuntos musicais e depois passou a fazer a alegria do povo onde o povo está: na rua. “Gosto de dizer que moramos na rua. Nossa casa, em Floripa, é só um cantinho para passarmos as férias”, dispara Mauri, com um bom-humor invejável.

Maria é natural de Orleans e nunca teve contato tão direto com a música antes de conhecer seu companheiro. Hoje, nem imagina fazer outra coisa. “Adoro cantar. Especialmente o sertanejo. São músicas belas e com um tom saudosista”, avalia a artista.

A jornada de trabalho inicia às 9 horas e vai até o fim do dia. Mauri e Maria vivem de doações. Não sabem quanto arrecadam por dia, mas garantem ser o suficiente para pagar a hospedagem e a alimentação. O próximo destino da dupla? Nem eles sabem ainda. “Voltamos para Florianópolis para passar as festas de fim de ano com a família. Depois, só Deus sabe!”, responde Mauri.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Meme Brincadeira de Tags

Kellen Baesso, Blog "Tudo o que Interessa", me enviou um meme bem interessante. Meme, para quem não sabe, é uma corrente entre blogueiros. O nome é Brincadeira de Tags. Seguem as regras: 

1- Você coloca a foto de tagged no post.

2- Falar 10 ou mais coisas sobre você (qualquer coisa), 5 ou mais manias (esquisitices) suas, 5 ou mais coisas que te irritam, 5 ou mais coisas que você adora, 5 hobbies seus; 5 coisas que ninguém sabe sobre você; seu maior sonho; seu maior medo; as coisas mais importantes na vida pra você.OBVIAMENTE você não precisa escrever tudo; pode omitir algumas perguntas ou não responder. É uma brincadeira, não uma visita ao psicólogo!

3- Você ‘taggeia’ mais 5 pessoas para participarem da brincadeira!
 

10 coisas sobre mim:
  1. Amo ler;
  2. Adoro comprar livros (vícios);
  3. Sou jornalista formada;
  4. Estudo bastante sobre internet;
  5. Amo animais e tenho duas cachorrinhas;
  6. Namoro um nerd motociclista há dois anos;
  7. Gosto de histórias de vampiros;
  8. Pratico artes marciais;
  9. Trabalho em um jornal diário;
  10. Em breve terei um wii.
5 manias minhas e esquisitices:

   1. Falo sozinha;
   2. Me escondo em cenas de suspense nos filmes;
   3. Ando sempre com um livro na bolsa;
   4. Raramente cozinho. Ás vezes troco uma refeição por um saco de pípoca;
   5. Falo com as minhas cadelas.

5 coisas que me irritam:

   1. Falta de respeito;
   2. Mentiras;
   3. Imprudência no trânsito;
   4. Quando pegam minhas coisas emprestadas sem pedir;
   5. Pessoas que não respeitam a opinião alheia.


5 coisas que eu adoro:

   1. Ler;
   2. Ir ao cinema;
   3. Assistir séries;
   4. Ler blogs;
   5. Namorar meu nerd.

5 hobbies:

   1. Ler;
   2. Escrever;
   3. Assistir séries e Ufc;
   4. Praticar artes marciais;
   5. Ler (de novo?).



5 coisas que ninguém sabe sobre mim:
 
   1. Adoro a cadelinha Lola do PC Siqueira ;
   2. Gosto de jogar Sonic e dos jogos Ciao Bella;
   3. Vou comprar um wii com meu namorado (nossa primeira compra conjunta) ;
   4. Consegui formatar o meu computador sem saber a senha da bios e não sei fazer isso de novo;
   5. Quebrei meu computador ao realizar uma atualização do Linux e não consigo formatá-lo.


Meu maior sonho: Conseguir terminar de escrever um conto

Meu maior medo: Perder as pessoas que eu amo.

As coisas mais importantes pra mim: Minha família

Agora, indico para:

   1. Bruna: Avon Shine
   2. Cínthia: Imediatas
   3. Laura: Habitat Feminino (sei que já recebeu a indicação)
   4. Márcia: Blog da Márcia
   5. Faço minhas as outras indicações da Kellen.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Experiência de vida: Homens vivem como mendigos por 3 dias

Vou publicar novamente uma matéria que escrevi para o jornal que trabalho. Pretendo publicar semanalmente uma reportagem minha.


Quatro amigos de Tubarão tiveram uma ideia, em princípio, maluca: fazer uma jornada e experimentar como seria viver como mendigo. O objetivo era tentar desvencilhar-se dos bens materiais.

E não é que eles colocaram a ideia em prática? O grupo saiu de Tubarão, de carro, no dia 20. Destino: o balneário de Barra do Sul, no litoral norte do estado. Dali, partiram para Biguaçu, na Grande Florianópolis. Detalhe: a jornada foi feita a pé.

O empresário Marcelo Langer de Oliveira, 36 anos, o comerciante Astor Fockink, 46, e os psicólogos Thiago Dal Bó Furghestti, 28, e Darlan Albino, 30, caminharam, por três dias, aproximadamente 120 quilômetros pelo litoral catarinense.

“Saímos só com a roupa do corpo e uma máquina fotográfica. Não levamos celular, comida, água ou dinheiro”, revela Astor. Para se alimentar, eles pediam marmitas ou sanduíches para quem passava. Para dormir, procuravam lugares seguros.

A primeira noite passaram em uma construção. Usaram papelão para se cobrir. No sábado, eles conseguiram cobertores e descansaram no salão abandonado de uma igreja. Para suprir suas necessidades, os amigos pediam tudo às pessoas.

Eles conseguiram desde roupas, bonés e protetor solar, até dinheiro (voltaram para casa com R$ 40,00 no bolso). “O que percebemos é que a dificuldade não é pedir. Mas falar com as pessoas sem que elas nos ignorem”, revela Marcelo.

A viagem terminou no domingo, quando a namora de um dos “mendigos tubaronense” foi busca-los em Itapema. Eles não conseguiram chegar a Biguaçu devido ao desgaste físico e emocional. “Aprendemos a valorizar o que temos. Descobrimos que o privilégio de ter um banho quente é o máximo”, explica Astor.

The Runaways: história das mulheres no rock - #Resenha do filme



Sinopse: O filme é a cinebiografia da banda de rock The Runaways.O grupo era composto apenas por garotas com idades menores ou iguais a 16 anos. A versão cinematográfica aborda a formação, o sucesso fulminante à separação algumas integrantes. O longa compreende os anos 1975,76 e 77.
Tenho de confessar que não conhecia a banda The Runaways. O conjunto de 1970 era composto somente por garotas que tocavam rock roll. A história virou filme nas mãos de Floria Sigismondi.

Me surpreendi com a atuação de Kirsten Stweart (de Crepúsculo) no longa. Antes, em todos os filmes que eu a vi atuar sempre da mesma forma, como se todos os personagens fossem iguais. Era como se ela se interpretasse nos longas. Neste, ela mostrou que amadureceu como atriz e criou uma Joan Jett durona.

Enquanto Dakota Fanning (Lua Nova e a Guerra dos Mundos), que sempre foi uma boa atriz, mostrou que cresceu. Ela está ótima. A garota interpreta Cherie Currie, uma cantora que usa drogas e canta de lingerie. Conseguiu fazer a migração de papeis infantis para de adulta numa boa.  Muito Show.

Através do filme, é possível fazer uma crítica sobre a banda: se é comercial ou não. Não tem como não argumentar que a banda foi produzida. Pode-se observar a construção, a procura por uma vocalista bonita como Cherie. Gostei do filme e recomendo. 

 A história de Cherie tem mais destaque que a de Joan. É bom lembrar que o roteiro é baseado num livro escrito por Cherie.E Dakota se sobressai em relação à Kirsten.

Ficha Técnica
Diretor: Floria Sigismondi
Elenco: Kristen Stewart, Dakota Fanning, Alia Shawkat, Scout Taylor-Compton, Michael Shannon, Tatum O'Neal, Johnny Lewis, Robert Romanus.
Produção: Joan Jett, Kenny Laguna, Brian Young
Roteiro: Floria Sigismondi
Fotografia: Benoît Debie
Duração: 105 min.
Ano: 2010
País: EUA
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Paris Filmes
Estúdio: Road Rebel


Runaways originais




Trailer do filme



The Runaways originais















Filme

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Moças não tão inofensivas #resenha de A prova de Morte

Há algum tempo, assisti ao longa Machete, de Robert Rodriguez. O filme apareceu pela primeira vez em um  trailer "falso" dentro do projeto Grindhouse, que visava homenagear as películas de horror da década de 70. Dentro do Grindhouse, existem dois longas: "A Prova de Morte" e "Planeta Terror". Machete foi uma experiência interessante. Logo, eu precisei assistir ao "A Prova de Morte".

Confesso que não conhecia o filme "A Prova de Morte", de Quentin Tarantino. Na última segunda-feira, namorado e eu resolvemos assisti-lo. O longa é dividido em duas partes, que é que tem em comum é o psicopata Dublê Mike, interpretado por Kurt Russel. O homem se diverte perseguindo garotas com o seu carro, adaptado para cenas de ação em filmes.

A primeira parte do filme, parece ser ambientada nos anos 70. Três moças vão para a casa no lago de uma delas. Os cabelos das mulheres lembram os das Panteras, as roupas também, assim como a fotografia e o cenário. O único índício de se passa em 2009 ou 2010, é o celular de uma das mocinhas. As moças são tratadas como vítimas de um homem cruel.

Já a segunda parte é diferente. As mulheres trabalham com cinema, algumas são dublês. E você começa a observar a mudança quando se depara com o toque de celular de uma delas, a mesma música do filme Kill Bill. E também de revistas que estampam a imagem do filme Maria Antonieta de Sofia Copola. As moças não são tão inofensivas quanto ele pensa.



Provar um pouco da sabedoria de Tarantino?
Sabe o que acontece com  pessoas que levam facas? São baleadas.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Médico narra como sobreviveu ao Tsunami

Abaixo, segue um texto que escrevi para um jornal de Tubarão sobre um médico que sobreviveu a Tsunami na Indonésio. Acrescentei alguns detalhes que não pude colocar antes por questão de espaço. O original foi publicado no dia 4 de novembro. As fotos foram cedidas por Fábio, e retratam os dias que estava na Indonésia, antes da tragédia.
Oito dias após ver de perto o tsunami que devastou parte da Indonésia, Fábio Junqueira Karkow, 46 anos, decidiu encarar o mar ontem novamente. Mas desta vez em Imbituba, onde mora. O médico surfista, que estava no país em busca das melhores ondas, concedeu entrevista ao Notisul na quarta-feira.


Ele e outros 19 turistas estavam hospedados em um resort, no arquipélago mais afetado pelo terremoto e, posteriormente, pelo tsunami. Às 21h40min do dia 25 de outubro, quando sentiu o tremor, Fábio mal sabia o que o esperava. Primeiro, pensou que um amigo seu balançava a cabana, que já tinha uma fundação preparada para terremotos e, por isso, se movia. Em seguida, já ciente do se passara, fora da cabana, olhou para mar e pensou em um tsunami. Mas a maré estava baixa e sem recuo. Ele chegou a cogitar passar a noite embaixo de um coqueiro, mas pensou melhor. ”O cara escapa de um terremoto e morre com um coco na cabeça”, brinca.

Quando o barulho do mar fortaleceu, ele viu a onda gigante. “Imagine uma distância entre Laguna e Garopaba, e com dois metros de altura”, detalha. Então, correu para a torre da ilha. Vieram duas fortes ondas. Tudo levou 20 minutos. Das oito cabanas do resort, restou somente a fundação. Dos pertences, o médico recuperou uma filmadora encharcada e duas pranchas.

No dia seguinte, caminhou por dois quilômetros até uma comunidade, onde foi resgatado. No caminho atravessou 100 metros a nado, andou por alguns trechos com água até os joelhos.

Fábio já retornou ao trabalho, como clínico-geral em Imbituba e no Samu de Tubarão. Quando perguntado se voltaria a Indonésia, prontamente responde: “De jeito nenhum, aquilo é um barril de pólvora”.

Sobrevivência

Fábio conta que um turista australiano sobreviveu por sorte. Ele não conseguiu chegar à torre a tempo da passagem do tsunami, agarrou-se a um fragmento de prancha e “mergulhou” em uma piscina vazia. O turista foi arrastado por 150 metros. Não se machucou e subiu em um coqueiro quando se aproximou a segunda onda.

Ajuda Brasileira
A embaixada brasileira foi bastante prestativa. Fábio declarou que ela o auxiliou em tudo o que pode.


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