Biblioteca da Karen

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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Cinco mulheres fortes da literatura

Hoje, preparei uma lista com fantásticas mulheres da literatura. Imagino que ocorram protestos, mas gostaria de que você contribuísse com a lista nos comentários. Lembre-se: listo apenas os livros que li.

Lisbeth Salander
Quem leu qualquer livro a triologia Millenium (Os homens que não amavam as mulheres, A menina que brincava com fogo, A Rainha do Castelo de Ar) de Stieg Larsson deve ter se impressionado com aquela menina magricela, com uma imensa tatuagem de dragão e cheia de piercings. Quem imaginaria que uma moça tão magra (descrita como quase anoréxica no livro) possa ter um ótimo gancho e boa de briga? Lisbeth Salander é paradoxo. O estado diz que ela não pode cuidar de si mesma. Mas, desconhece que é uma brilhante investigadora e uma habilidosa hacker. Lisbeth é uma lutadora.

Anita Blake
Anita provou que as mulheres podem ser ótimas guerreiras, e preservar os mimos bem próximos, como pinguins de pelúcia. Ela é uma poderosa ressuscitadora de zumbis e uma terrível exterminadora de vampiros.  A personagem é protagonista da série Anita Blake, da escritora Laurell Hamilton.
 
Elizabeth Bennet
Quem não ama a doce Elizabeth Bennet, do livro Orgulho e Preconceito, de Jane Austen? Elizabeth é inteligente, irônica e diferente das mulheres da sua época. Se for para casar sem amor, a moçoila prefere ficar solteira. Também não tem papas na língua para dizer o que pensa.


Hermione
A amiga de Harry Potter mostra toda a sua inteligência e capacidade na série de livros. Mione, como é carinhosamente chamada, impressiona a muitos com sua capacidade e mostra que magia não vem só de berço.  É bonita e sabe o que é trabalhar duro.
 
Aurélia
Custei para encontrar uma personagem da literatura brasileira forte.  Não me julguem por isso, rsrsrsr. Então, lembrei  da Aréulia Camargo, a Senhora de José de Alencar. Pobre, é trocada por uma mulher com um maior dote pelo pretendente. Assim  que recebe uma herança, se torna rica e poderosa.  E, oferece uma proposta melhor e começa uma vingança.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Apátrida: uma polonesa que sobrevive a guerra #Resenha

Antes de começar a ler Apátrida, separe uns lencinhos de papel (ou de pano que é mais ecológico). O livro da brasileira Ana Paula Bergamasco é tão triste, quanto envolvente. Eu mentiria se não dissesse que é um dos melhores que já li. 

 A história é centrada na polonesa Irena, que também é a narradora. A moça tem uma vida simples; é agricultora e divide o pouco que tem com seus irmãos. Mas, tudo se transforma com a 2ª Guerra Mundial. Irena descobre que a realidade não é simples. Nem tudo é preto ou branco, existe um contorno cinza, que transforma alguns bonzinhos em vilões, e vice-versa. O importante é manter a mente livre de pré-julgamentos. A mulher encontra a redenção e a dor em várias passagens.

 A viagem literária inicia na infância, quando ela conhece o homem que seria o amor de sua vida: o judeu Jacob.  Aí inicia o drama, o rapaz é prometido em casamento a uma outra mulher, que segue os mesmos princípios religiosos que ele.

 Mas Irena é forte, persegue a felicidade. Na adolescência, encontra um outro homem que a fará muito feliz. Entretanto, alegria não fica por muito tempo. O poder soviético chega, seguido pelo nazista. Logo, vem a guerra, a perseguição aos judeus, aos homossexuais, aos ciganos. E também o confisco de bens e divisão da Polonia.

 O esforço para ser feliz se transformar em se manter viva e permitir que seus filhos sobrevivam ao martírio. Ela sente a fome, a dor da perda, castigos físicos. A prosa é envolvente e bem escrita.
 Fiquei entusiasmada por Ana ter escolhido os poloneses como protagonistas de sua obra. Livros geralmente enfocam os italianos. É interessante ler sobre a migração polonesa para o Brasil. 

 O livro Apátrida faz parte do Booktour que participo, Selo Brasileiro.

terça-feira, 1 de março de 2011

Resenha Percy Jackson e o Ladrão de Raios

Na última semana, li o livro de Rick Jordan, Percy Jackson e o ladrão de raios. Gostei bastante da leitura, que foi rápida e rica. Se vou ler os outros livros? Sim, pretendo, até o último exemplar.

O protagonista Percy, também chamado de Perseu, é filho do Deus do Mar, Poseidon. O garoto vive em uma realidade “camuflada”, assim como todos os outros mortais (nessa parte não tem como não comparar com Harry Potter). Não conhece a verdade sobre os deuses e a civilização ocidental.

Só descobre que a realidade é outra quando é atacado seres, que deveriam ser mitológicos. Os humanos comuns são incapazes de enxergar ou perceber criaturas ou anomalias. O melhor amigo de Percy é um sátiro, metade humano e bode. Contudo, este usa disfarces para encobrir o fato. Outra aliada sua é a filha da deusa Atena, Annabeth.

 A saga é desenvolvida de forma com que você se identifique com o personagem principal. Percy tem problemas, como a maioria das pessoas. E também não se dá bem na escola, com notas baixas e valentões que pegam no seu pé. Somente diante da pressão é que se torna um herói, quando precisa recuperar um artefato roubado de Zeus.

Eu senti que a tradução do livro cometeu alguns deslizes – nada que comprometa o andamento da história. Mas tornou algumas frases difíceis de compreender. Penso que a pressão de algumas editoras faz com que as traduções sejam apressadas, e ocorrem erros, enfim. Como o livro aborda bastante mitologia grega, dá uma pontinha de vontade de ler mais sobre o assunto. A história é boa, bem diferente da do filme homônimo (de Chris Columbus trailer mais abaixo), que não foi uma adaptação das mais bem sucedidas.

 Sinopse do livro (pela Intrínseca)
Primeiro volume da saga Percy Jackson e os olimpianos, O ladrão de raios esteve entre os primeiros lugares na lista das séries mais vendidas do The New York Times. O autor conjuga lendas da mitologia grega com aventuras no século XXI. Nelas, os deuses do Olimpo continuam vivos e ainda se apaixonam por mortais, e dessa união nascem filhos metade deuses, metade humanos, como os heróis da Grécia antiga. Marcados pelo destino, eles dificilmente passam da adolescência. Poucos conseguem descobrir sua identidade.

Percy Jackson é um desses semideuses. Ele tem experiências estranhas em que deuses e monstros mitológicos parecem saltar das páginas dos livros de História direto para a sua vida. Pior que isso: algumas dessas criaturas estão bastante irritadas. Um artefato precioso foi roubado do Monte Olimpo e Percy é o principal suspeito. Para restaurar a paz, ele e seus amigos - jovens heróis modernos - terão de fazer mais do que capturar o verdadeiro ladrão: precisam elucidar uma traição mais ameaçadora que fúria dos deuses

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Resenha de Orgulho e Preconceito e ... Zumbis

 "É uma verdade universalmente aceita que um zumbi, uma vez de posse de um cérebro, necessita de mais cérebros." Orgulho e Preconceito e Zumbis


"É uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro na posse de uma bela fortuna deve estar necessitando de uma esposa" Orgulho e Preconceito
Com certeza você já deve ter ouvido falar da obra-prima da literatura inglesa "Orgulho e preconceito" de Jane Austen. Ou pelo menos visto o filme. A narrativa aborda a paixão e o envolvimento de Elizabeth Bennet com Sr. Darcy. Também Expõe o orgulho ferido de Darcy, o preconceito do homem pela família de Eliza. E ela  faz mesmo em relação a ele.

O autor norte-americano Seth Grahame-Smith resolveu modernizar o romance do século XIX, acrescentando um elemento um tanto controverso: zumbis. A narrativa de Austen é preservada até um certo ponto. O enredo e os personagens também. Contudo, alguns parágrafos escritos por Seth são adicionados a obra, tornando-a igualmente interessante.

Elizabeth continua como uma mulher a frente de seu tempo, recusando-se a casar por interesse. Mas também é uma exímia lutadora e perita nas artes mortais. Sob as ordens de sua majestade, ela elimina os terríveis mortos-vivos, denominados não-mencionáveis. Lizzy é geniosa e luta em duelos. Ela dá chutes, atira muito bem e derrota qualquer ninja bem treinado.

A família bennet, ou melhor, as cinco meninas são famosas pelas habilidades nas artes marciais. Elas estudaram na China para aprender o kung-fu. Darcy também é forte no combate aos não-mencionáveis

Outros personagens do livro, como Charlotte, melhor amiga da Lizzy também sofre pelo mal dos mortos-vivos. Ela é infectada pela praga e tenta viver seus últimos dias como humana, ao lado de seu amor. Sr Wickman, um dos possíveis envolvimento de Elizabeth, também aparece no livro.

Recomendo a leitura, tanto do livro original quanto do outro. É mais divertido fazer a comparação. 



 Trechos do Livro:
"_ Sem ninjas? Como é possível? Cinco filhas criadas num lar sem ninjas! Nunca escutei tal disparate. Sua mãe deve ser uma escrava da segurança de vocês." Orgulho e Preconceito e Zumbis

"Nuca tiveram uma preceptora? Como é possível educar cinco filhas sem uma preceptora! Nunca ouvi tal coisa! Sua mãe deve ter sido uma escrava de sua educação." Orgulho e Preconceito

  • Editora: Intrínseca
  • Autor: Jane Austen & Seth Grahame-Smith
  • Origem: Nacional
  • Ano: 2010
  • Edição: 1
  • Número de páginas: 320
  • Formato: Médio

Esta resenha faz parte do Desafio de Férias da Garota It. 

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Clube do Livro, opinão sobre leitura e tudo mais

Ler é uma forma de ampliar horizontes e expandir a mente. Assim, como trocar ideias também é benéfico ao crescimento das pessoas. Um clube do livro une os dois temas: leitura e discussão, além de ser uma ótima forma para se desprender de preconceitos. O primeiro encontro do clube de Tubarão reuniu poucos membros (época de eleição), mas estreitou laços de amizade e iniciou batalhas letradas por nossos corações.


O autor famoso na Comunicação, Clóvis Rossi, diz que o Jornalismo é uma batalha por corações e mentes dos espectadores. Assim também é um livro: um campo de batalha. Durante o clube, pretendemos quebrar paradigmas e barreiras, mostrar que nem todo Best-seller é uma obra sem qualificação. Afinal, Jane Austen também já foi popular um dia.


Desconheço o contexto, mas li que Arthur Schopenhauer disse que “Durante a leitura a nossa cabeça é apenas o campo de batalha de pensamentos alheios”. Um bom livro nos alimenta, fascina, e faz almejar por mais. È um alimento para nossa alma. Com a literatura, esquecemos um pouco dos problemas diários, viajamos por mundos novos e amadurecemos.


O clube do livro, fundado pela Kellen Baesso com minha ajuda, vem com este objetivo: alimentar nossos corações nessa guerra literada. Nossa próxima reunião é em 6 de novembro. Caso tenha interesse em participar, comente este post.


Na primeira reunião de discussão, definimos com leitura o livro “Escrava Isaura e o Vampiro”, que é o clássico que todos já conhecem com uma nova roupagem. O autor Jovane Nunes uniu suas palavras e seus vampiros à obra de Bernardo Guimarães.


Sinopse:  Neste livro o clássico romance de Bernardo Guimarães, Escrava Isaura, ganha nova vida ao ser recontado por Jovane Nunes. O autor traz muita gente morta e um vilão, Leôncio, como um vampiro atrapalhado. (Americanas.com)




Título: Escrava Isaura E O Vampiro
Editora: Lua de Papel
Assunto: Literatura Brasileira-Romances
Edição: 1
Número de Páginas: 168


Também não podemos deixar de agradecer à Ferrovia Tereza Cristina por ter disponibilizado dois livros de seu acervo para sortearmos nas próximas reuniões.


quinta-feira, 24 de junho de 2010

Notinhas: Da escrita ao Ipad

A leitura pode gerar conhecimento, que é chave para sucesso na Sociedade. A criação da escrita permitiu que as informações não simplesmente desaparecem com a morte de seus autores. Os livros armazenam a cultura produzida pelo homem no seu tempo e ao longo da civilização. Neste post, falo um pouco do desenvolvimento desta arte.

A escrita é uma invenção dos sumérios, povo da Antiguidade que ocupava a região da Mesopotâmia, atual Iraque. Surgiu com a necessidade do registro das transações comerciais. Já o alfabeto foi uma herança fenícia, outro povo da mesma época que vivia do comércio. Ela passou pelos egípcios, gregos, romanos.

Com a escrita, as tradições orais puderam ser convertidas para o papel, e preservadas por muito mais tempo. Daí, surgiu a Odisséia, os livros de contos da Idade Média, dentre outras obras.

Antes, ler e escrever eram um tesouro de poucos. A maioria da população era analfabeta. Na Idade Média, assim como em outras épocas, pertencia ao sacerdócio. Monges copiavam livros a mão ou com uma prensa rudimentar para não perder o conteúdo. Afinal a leitura liberta, o conhecimento é poder.

A invenção de Gutenberg revolucionou. Com a prensa foi possível publicar várias edições de uma mesma obra rapidamente. Com ela, os livros baratearam e se popularizaram. A leitura chegou a classe social que mais crescia; a burguesia. Posteriormente, a cultura de massa, que tantos intelectuais odeiam, expandiu os folhetins e a literatura.

A escrita permitiu que o conhecimento fosse registrado, e não se perdesse com a tradição oral. O papel dos livros, ou mesmo as paredes de templos e pedras, possibilitaram que este registro permanecesse por mais tempo. Mas, e hoje que temos uma cultura digitalizada? Steve Jobs nos deu o Ipad; Amazon, o Kindle. Tudo está armazenado em um HD. Quanto tempo durará os dados mantidos em um pen drive ou DVD? Será que deixaremos uma cultura letrada aos nossos netos?

Compartilho com vocês estes dois vídeos:



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