Biblioteca da Karen

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segunda-feira, 26 de março de 2012

E se Jogos Vorazes fosse dirigido por Peter Jackson?

Jogos Vorazes está em cartaz nos cinemas nacionais. O longa foi dirigido por Gary Ross, mas o resultado poderia ter sido diferente se outros diretores tivessem abraçado o projeto. Conheça abaixo as brincadeiras de cartazes do filme do site EW.


Por Alfred Hitchcock

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por  Brett Ratner

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por Christopher Nolan



Por David Fincher


 Por Garry Marshall


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por Nancy Meyers



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por Peter Jackson

 

Por Pixar 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por Roger Corman

terça-feira, 6 de março de 2012

Deixa-me Entrar #filme #resenha


Toda vez que passava pela locadora e via o cartaz de Deixe-me Entrar, pensava que era um filme do mesmo gênero que o Albergue ou Jogos Mortais. Fico feliz por estar enganada. É uma história sensível sobre a amizade entre um menino e vampiro.

Na versão americana (que é um remake, o original Låt den rätte komma in é sueco), o menino se chama Owen (interpretado por Kodi Smit-McPhee). Ele é atormentado por colegas de classe diariamente. Além da violência psicológica e do estado de medo ininterrupto, também apanha constantemente.  Sua mãe e os professores não sabem de sua situação ou simplesmente ignoram.  Todas as noites, o menino vai para o pátio do condomínio para brincar. Numa dessas andanças, conhece uma menina que recém se mudou para o prédio.

A pequena logo declara que não poderão ser amigos. Aos poucos ela cede, e os dois se aproximam. Abby (Chloë Grace Moretz) também é uma criatura triste, uma vampira. Ela mora com um outro da sua espécie, que em uma caçada sofre um acidente e morre.  A menina se vê sozinha. O filme é uma história triste, sobre abandono, violência e amizade.

Eu particularmente gostei do longa. Em nada lembra os outros filmes sobre vampiros já lançados. Tem um visual mais sombrio para ser comparado ao Crepúsculo. Os vampiros queimam com a luz do sol, não podem entrar na casa sem serem convidados, também são fortes(mais que os humanos normais, pelo menos). 

Eu assisti as duas versões. Posso afirmar que as duas são muito boas. Na americana, o abandono de Owen é mais evidente. Na sueca, (em vez de Owen é Oskar) destaca-se a vontade de o menino sonha em se vingar dos agressores e chega a andar com uma arma. No original, não é uma menina vampira, mas um menino castrado e com traços bastante femininos. Esta se assemelha ao muito mais ao livro que deu origem a tudo.

Título Original: Let Me In
Ano de Lançamento: 2010
Diretor: Matt Reeves
Roteiro: Matt Reeves (roteiro) | John Ajvide Lindqvist (romance)
Categoria: Drama | Terror | Romance | Suspense
Origem: UK | USA

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Oscar e adaptações

A grande festa do Oscar foi no último domingo. Mas, não é porque é notícia velha que não vamos lembrar que alguns dos premiados são adaptações de livros.

O filme A Invenção de Hugo Cabret ganhou cinco oscares.  (você pode ler a resenha aqui) é baseado no livro. Detalhe, as sinopses retirei do submarino e da saraiva.

Prepare-se para entrar em um mundo onde o mistério e o suspense ditam as regras. Hugo Cabret é um menino órfão que vive escondido na central de trem de Paris dos anos 1930. Esgueirando-se por passagens secretas, Hugo cuida dos gigantescos relógios do lugar: escuta seus compassos, observa os enormes ponteiros e responsabiliza-se pelo funcionamento das máquinas. A sobrevivência de Hugo depende do anonimato: ele tenta se manter invisível porque guarda um incrível segredo, que é posto em risco quando o severo dono da loja de brinquedos da estação e sua afilhada cruzam o caminho do garoto. Um desenho enigmático, um caderno valioso, uma chave roubada e um homem mecânico estão no centro desta intrincada e imprevisível história, que, narrada por texto e imagens, mistura elementos dos quadrinhos e do cinema, oferecendo uma diferente e emocionante experiência de leitura.


  • Editora: SM
  • Autor: Brian Selznick
  • Origem: Nacional
  • Ano: 2007
  • Edição: 1
  • Número de páginas: 533 
 O longa Histórias Cruzadas foi baseado no livro a Resposta. Eu vi o filme e gostei.  Posteriormente farei uma resenha a respeito. A atriz Octavia Spencer levou um Oscar como melhor atriz coadjuvante. 

Eugenia Skeeter Phelan terminou a faculdade e está ansiosa para tornar-se escritora. Após um emprego como colunista do jornal local, ela tem uma ideia brilhante, mas perigosa: escrever um livro em que empregadas domésticas negras relatam o seu relacionamento com patroas brancas do Mississipi na década de 60. Mesmo com receio de prováveis retaliações, ela consegue a ajuda de Aibeleen, a empregada doméstica que criou 17 crianças brancas, e Minny, que, por não levar desaforo para casa, já esteve por diversas vezes desempregada após bater boca com suas patroas.
Aproveitando o surgimento das primeiras manifestações em defesa dos direitos civis, Skeeter espera que seu livro choque as pessoas brancas preconceituosas e traga orgulho e esperança à comunidade negra de Jackson, condado onde se passa a história. Ao mesmo tempo, com a possível publicação do livro, ela espera quebrar as suas próprias barreiras e realizar o sonho de sua vida.

  •  Editora: Bertrand Brasil 
  • Autor: Kathryn Stockett 
  • Ano: 2010 
  • Edição: 1 
  • Número de páginas: 574

Cavalo de Guerra teve seis indicações, mas não levou nenhuma estatueta. 

Joey, meio puro-sangue, meio cavalo de tiro, é comprado por um fazendeiro que bebe demais e está mergulhado em dívidas. Albert, filho desse homem, e Joey tornam-se companheiros inseparáveis. Mas quando eclode a Primeira Guerra Mundial, o pai de Albert vende o cavalo para o Exército britânico. Em meio à batalha, ao barulho ensurdecedor dos disparos, aos que morrem no caminho e ao sofrimento dos sobreviventes, Joey se pergunta quando terminará aquela guerra atroz. Quando isso acontecer, será que ele poderá reencontrar Albert?
  •  Autor: Morpurgo, Michael
  • Editora: Wmf Martins Fontes
  • Categoria: Literatura Infanto-Juvenil / Literatura Juvenil
  • Edição : 1 / 2011
  • Idioma : Português
  • Número de Paginas : 184
  • Tradutor : Rodrigo Neves

Os Descendentes ganhou o Oscar de melhor roteiro adaptado.

Tendo como pano de fundo o Havaí, Os Descendentes é um romance magistral sobre uma família incomum, que precisa reaprender a conviver entre si e recriar seu próprio legado. Matthew King já foi considerado um dos homens mais afortunados do Havaí. Um de seus ancestrais, um missionário, casou-se com uma princesa havaiana, o que faz de Matt um descendente real e um dos maiores proprietários de terra da região. Mas agora sua sorte mudou. Suas duas filhas estão crescendo, e ele sente que perdeu o controle sobre elas. Scottie, de 10 anos, gosta de descobrir as coisas por conta própria e é ávida por atenção. Alex, de 17, é uma ex-modelo que atravessou um período turbulento com o uso de drogas. E sua mulher, a bela e carismática Joanie, acabou de sofrer um acidente de lancha e repousa em coma no hospital. Matt não consegue viver sem ela, mas a situação o obriga a enfrentar seus próprios fantasmas. A família, a partir de agora, será de sua responsabilidade, e ele terá de conhecer melhor suas duas filhas, em uma jornada de autoconhecimento e superação. 

  • Autor: Hemmings, Kaui Hart 
  • Editora: Alfaguara / Objetiva 
  • Categoria: Literatura Estrangeira / Romance 
  • Edição : 1 / 2012  
  • Número de Paginas : 304 
  • Tradutor : Cássio de Arantes Leite  
 A versão americana do livro  Os Homens que Não Amavam as Mulheres levou uma estatueta pela melhor edição. Você pode ler a resenha aqui.

Primeiro volume de trilogia cult de mistério que se tornou fenômeno mundial de vendas, "Os Homens que Não Amavam as Mulheres" traz uma dupla irresistível de protagonistas-detetives: o jornalista Mikael Blomkvist e a genial e perturbada hacker Lisbeth Salander. Juntos eles desvelam uma trama verdadeiramente escabrosa envolvendo a elite sueca. Os Homens que Não Amavam as Mulheres é um enigma a portas fechadas - passa-se na circunvizinhança de uma ilha. Em 1966, Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento, fechara-se o acesso à ilha onde ela e diversos membros de sua extensa família se encontravam. Desde então, a cada ano, Henrik Vanger, o velho patriarca do clã, recebe uma flor emoldurada - o mesmo presente que Harriet lhe dava, até desaparecer. Ou ser morta. Pois Henrik está convencido de que ela foi assassinada.

  • Tradução: Dorothée de Bruchard
  • Editora: Companhia das Letras
  • Autor: Stieg Larsson
  • Ano: 2010
  • Edição: 1
  • Número de páginas: 528 
O Espião que Sabia Demais recebeu três indicações.

George Smiley já foi um dos mais respeitados espiões do Circus, o serviço secreto inglês. Porém, após um fracasso em sua última missão, Smiley é forçado a se aposentar. Mas o agente encontra uma chance de se redimir ao entrevistar, a serviço de um político, um agente que atuou em missões no Extremo Oriente, Ricki Tarr, que revela a Smiley a existência de um agente duplo infiltrado no Circus. Smiley percebe rapidamente que esse agente foi o responsável por seu afastamento, e agora, para restaurar sua credibilidade, precisa descobrir a identidade desse espião, localizá-lo e eliminá-lo.                                                


•    Editora: Record
•    Ano Edição: 2011
•    Número Edição: 1
•    Qtde. Páginas: 420

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Filme em streaming, vale a pena?

Há um mês, eu fiz a assinatura de um serviço para assistir a filmes e séries via streaming. Eu já havia ouvido falar antes, mas não havia testado ainda. Bom, o Netflix oferece um mês gratuito para experimentar e promete que é bem fácil cancelar o serviço depois. Aceitei o desafio.

Gostei do serviço. Há uma grande variedade de filmes, séries, programas de TV e até novelas mexicanas. Claro, que na lista não há nada muito recente.  São os chamados filmes catálogos de locadoras. Mas, sempre tem grande clássico que vale a pena assistir ou um algum que seja raro de encontrar para a locação.  Senti falta de uma lista completa com todas as opções. Também gostaria de receber um mailing, com as novidades.

O preço, R$ 14,90, considero bem em conta. Afinal, você pode assistir quantas horas quiser de programação. Só em alguns computadores é necessário baixar alguma atualização para o navegador. Isto mesmo, você assiste no próprio browser.  O próprio sistema Netflix regula a imagem do filme conforme a  velocidade da internet. Mas, já aviso, se sua banda é ruim, não vale a pena assistir. Porém, hoje em dia a maior parte das pessoas tem uma velocidade razoável.  O sistema inteligente do Netflix também  faz sugestões de acordo com notas que dou para o que já vi.

Um ponto positivo é que apps para tablets. Eu posso ver uma série no IPAD, por exemplo. No Netmovies, um outro sistema via streaming, é possível conectar um cabo de rede num blu-ray ( que tiver conexão com a internet) e assistir algum programa. Isto eu senti falta no Netflix. Quem sabe no futuro eu faça um teste no concorrente.

 Pela minha experiência, eu recomendo.


O print de um filme do Netflix. Bom, eu estava fazendo download de uns arquivos durante a sessão

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Uma resenha sobre Dorian Gray #filme

“Posso assegurar-lhe, o prazer é muito diferente de felicidade.
Quero dizer, algumas coisas são mais preciosas, porque não duram muito.”

Desconheço palavras que possam sintetizar a obra “O Retrato de Dorian Gray”, de Oscar Wilde. Com certeza, este livro entra na minha lista de leitura novamente em breve. Há poucos dias, pude ter a chance de assistir ao filme, lançado em 2009, com Ben Barnes e o excelente Colin Firth. Apesar da brilhante atuação de Colin, o filme não faz jus a obra, mas ainda assim, eu recomendo por causa da história fascinante.

Dorian  (Ben) é um rapaz ingênuo, puro, incrivelmente belo, que chega uma Londres do século 17 (posso ter errado a data). Aos poucos, Henry Watton (Colin) começa a exercer sua influência no recém chegado e apresenta um mundo de prazer: o álcool, as drogas, o sexo. E Dorian tem as carcteristicas certas para ter acesso a isso, a influência e a juventude.



Contudo, ninguém fica jovem para sempre. A beleza do jovem é eternizada em uma pintura do artista Basil (Ben Chaplin). É uma verdadeira obra-prima. E, aí começa o pacto: Dorian vende a alma para permanecer jovem para sempre.  O quadro que absorve a velhice, os machucados, as cicatrizes.  E, com o passar do tempo se torna pútrido.

Dorian segue os conselhos de Henry. O próprio Henry é covarde demais para segui-los. Aos poucos, perde a chance para o amor e a própria felicidade. Perde a jovem Sibyl (Rachel Hurd-Wood) e o filho que ela carregava no ventre. Porém, no fim da sua vida, o eterno rapaz percebe que não construiu nada. Sua vida é um vazio. O prazer e a felicidade não são sinônimos.

Particularmente, achei o filme bastante carregado. Faltou um pouco de edição para dar mais dinâmica a história. Bem Barnes tenta mas não convence com sua atuação. Ele é esforçado, entretanto não é bom como Colin. Adireção é de Oliver Parker.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Piratas do Caribe 4: a melhor das continuações

Quem enjoa do capitão Jack Sparrow, interpretado pelo excelente  Johnny Depp? Pelo jeito nem o próprio ator, que volta a encarnar o pirata, nesta continuação da franquia Piratas do Caribe, Navegando em águas misteriosas. No longa, Jack está atrás da Fonte da Juventude.

Assistia ao filme, na semana da estreia, posso afirmar que é melhor que o segundo e o terceiro. Mas, não supera o primeiro. Senti a falta de um personagem que tivesse o mesmo carisma do Willian Turner (Orlando Bloom) ou de Elizabete (Keira Knightley). Para ocupar essa função, tentaram o papel de um religioso que se apaixona por uma sereia.

Essa paixão não convence muito. E o religioso não tem aquela interação com o Jack que Will tinha. Senti falta do Bloom. Mas, fora isso, o filme é muito bom. Jack reencontra uma antiga paixão, Angelica (Penélope Cruz). Barbosa (Geoffrey Rush) perde o barco Pérola Negra, e se torna um corsário do rei para recuperá-lo.  O famoso pirata Barba Negra (Ian McShane) também surge nas aventuras e está atrás da famosa fonte.

Aliás, é uma corrida atrás o segredo da vida eterna. E Jack, Barba Negra, Barbosa (representando a Coroa Britânica) e armada espanhola querem a fonte da juventude. E neste aventura há zumbis, assombrações, luta de espada, vodu e uma possível continuação. Assista depois dos créditos! Tem uma cena extra.




terça-feira, 5 de abril de 2011

Filme da vez: Sucker Punch - Mundo Surreal #Resenha

 O filme Sucker Punch (intitulado, em português como, O Mundo Surreal) inicia com uma tremenda sequência de ação. Baby Doll (Emily Browning) e a irmã ficam sozinhas no mundo após a morte da mãe. O padrasto, um dos vilões, se revolta após descobrir que as duas são as únicas herdeiras e tenta estuprar a caçula. Baby faz de tudo para salvá-la, e acaba matando-a em um disparo acidental. Ela vai para um sanatório. O padrasto paga para que os médicos realizem uma lobotomia. Bem, este é apenas os primeiros 10 minutos (ou menos) de filme. 

O plano do padrasto é transformá-la em um vegetal. Baby tem três dias até que um famoso especialista chegue para fazer o procedimento. A garota, que em nenhum momento desiste de lutar, arma um plano de fuga. Mas, como sobreviver àquela realidade? Onde todos são insanos e o mundo não é mais tão cor de rosa?
A resposta de Baby é criar uma nova realidade. E, vários mundos dentro de mundos. Em alguns minutos ela não está mais em um hospício, mas em um bordel. Como precisa subornar os enfermeiros com favores sexuais, é muito menos violento se imaginar como uma prostituta de luxo. Nesta casa de burlesco, ela não faz programa, porém dança muito bem e encanta a todas. 

Logo, as cenas de passos e gingas são substituídas por metralhadoras e espadas ao longo do filme. Ela também cria personagens para ajudá-la nas missões. O argumento do longa é interessante. É preciso criar uma realidade alternativa para não ser consumida pela loucura e depressão. 

Contudo, eu sinto que falta algo: um confronto entre as realidades. A história é interessante. Mas também cai no clichê de algumas narrativas criadas por homens sobre mulheres: que para sobreviver em momentos extremos tem de se prostituir. (Gosto mais quando pegam em armas, hehehe). Já vi isso em muitas HQs.

Os cenários são bonitos, as lutas lembram vídeo-game, as meninas se vestem como em um anime. Vale apena assistir, mas não com muita expectativa. Creio que seria um longa bom para ser produzido em 3D.

Curiosidades:
Baby é interpretada por Emily Browning, que também viveu uma órfã em Desventuras em Séries.  O diretor Zack Snyder é o mesmo de 300 e Watchmen. 

terça-feira, 29 de março de 2011

#Resenha de Beautiful Boxer - a história de um transexual no Muay Thai (filme)


Algumas pessoas vêem nas artes marciais e lutas um escape para superar as dificuldades da vida. Assim foi para Nong Toom, um lutador de Muay Thai (Boxe Tailandês). Ele precisou vencer o preconceito, apesar de ter nascido homem, se sentia uma mulher. A vida deste transexual é retratada no filme tailandês, vencedor de vários prêmios, Beautiful Boxer.

A história de Nong Toom é cativante. Ele é de uma família pobre, e logo descobre a aptidão para o Muay Thai. Tem golpes bonitos (muita cotovelada e joelhada), eficientes, visão de jogo, agilidade e noção de espaço. E percebe que pode ganhar muito dinheiro com isso em lutas. O filme retrata muito bem a relação que ele tinha com o treinador e a esposa deste (que comprou seu primeiro batom).

O ator Asanee Suwan (lutador na vida real), que interpretou o boxeador, fez um excelente trabalho. Percebe-se que o lutador não é gay, ele é uma mulher e tem anseios de uma. E batalha para a aceitação. No começo esconde sua identidade, mas depois luta para poder ser ele ou ela mesma. Nas lutas, depois que todos descobrem como ele é, passa a usar maquiagem (não dispensa o batom vermelho),posterirmente quer usar um sutiã. E ele continua vencendo, e nisso ganha o respeito de muitos lutadores. A fotografia do filme é bem legal e os cenários são muito bonitos.

Mas com certeza precisa lutar e muito contra o preconceito. Reforço é uma história real com um final feliz. Nong Toom hoje é uma bela mulher, chegou a trabalhar como modelo. Hoje não luta mais em torneios. Gosto bastante do slogan do filme: Ele luta como um homem para que possa se tornar uma mulher.

Abaixo, estão duas fotos. A primeira mostra Asanee como Nong. E a segunda, como Nong após ter feito a cirurgia (vida real)






Documentário sobre Nong no National Geographics

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

The Runaways: história das mulheres no rock - #Resenha do filme



Sinopse: O filme é a cinebiografia da banda de rock The Runaways.O grupo era composto apenas por garotas com idades menores ou iguais a 16 anos. A versão cinematográfica aborda a formação, o sucesso fulminante à separação algumas integrantes. O longa compreende os anos 1975,76 e 77.
Tenho de confessar que não conhecia a banda The Runaways. O conjunto de 1970 era composto somente por garotas que tocavam rock roll. A história virou filme nas mãos de Floria Sigismondi.

Me surpreendi com a atuação de Kirsten Stweart (de Crepúsculo) no longa. Antes, em todos os filmes que eu a vi atuar sempre da mesma forma, como se todos os personagens fossem iguais. Era como se ela se interpretasse nos longas. Neste, ela mostrou que amadureceu como atriz e criou uma Joan Jett durona.

Enquanto Dakota Fanning (Lua Nova e a Guerra dos Mundos), que sempre foi uma boa atriz, mostrou que cresceu. Ela está ótima. A garota interpreta Cherie Currie, uma cantora que usa drogas e canta de lingerie. Conseguiu fazer a migração de papeis infantis para de adulta numa boa.  Muito Show.

Através do filme, é possível fazer uma crítica sobre a banda: se é comercial ou não. Não tem como não argumentar que a banda foi produzida. Pode-se observar a construção, a procura por uma vocalista bonita como Cherie. Gostei do filme e recomendo. 

 A história de Cherie tem mais destaque que a de Joan. É bom lembrar que o roteiro é baseado num livro escrito por Cherie.E Dakota se sobressai em relação à Kirsten.

Ficha Técnica
Diretor: Floria Sigismondi
Elenco: Kristen Stewart, Dakota Fanning, Alia Shawkat, Scout Taylor-Compton, Michael Shannon, Tatum O'Neal, Johnny Lewis, Robert Romanus.
Produção: Joan Jett, Kenny Laguna, Brian Young
Roteiro: Floria Sigismondi
Fotografia: Benoît Debie
Duração: 105 min.
Ano: 2010
País: EUA
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Paris Filmes
Estúdio: Road Rebel


Runaways originais




Trailer do filme



The Runaways originais















Filme

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Moças não tão inofensivas #resenha de A prova de Morte

Há algum tempo, assisti ao longa Machete, de Robert Rodriguez. O filme apareceu pela primeira vez em um  trailer "falso" dentro do projeto Grindhouse, que visava homenagear as películas de horror da década de 70. Dentro do Grindhouse, existem dois longas: "A Prova de Morte" e "Planeta Terror". Machete foi uma experiência interessante. Logo, eu precisei assistir ao "A Prova de Morte".

Confesso que não conhecia o filme "A Prova de Morte", de Quentin Tarantino. Na última segunda-feira, namorado e eu resolvemos assisti-lo. O longa é dividido em duas partes, que é que tem em comum é o psicopata Dublê Mike, interpretado por Kurt Russel. O homem se diverte perseguindo garotas com o seu carro, adaptado para cenas de ação em filmes.

A primeira parte do filme, parece ser ambientada nos anos 70. Três moças vão para a casa no lago de uma delas. Os cabelos das mulheres lembram os das Panteras, as roupas também, assim como a fotografia e o cenário. O único índício de se passa em 2009 ou 2010, é o celular de uma das mocinhas. As moças são tratadas como vítimas de um homem cruel.

Já a segunda parte é diferente. As mulheres trabalham com cinema, algumas são dublês. E você começa a observar a mudança quando se depara com o toque de celular de uma delas, a mesma música do filme Kill Bill. E também de revistas que estampam a imagem do filme Maria Antonieta de Sofia Copola. As moças não são tão inofensivas quanto ele pensa.



Provar um pouco da sabedoria de Tarantino?
Sabe o que acontece com  pessoas que levam facas? São baleadas.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O filme Código de Conduta surpreende os telespectadores com inteligência #ficaadica #resenha


sinopse: A esposa e a filha de Clyde morreram assassinadas na sua frente. O assassino culpa o cúmplice pelas mortes e testemunha no caso para evitar a pena de morte. O pai fica desesperado: A justiça prefere firmar um acordo a tentar a chance no tribunal. Dez anos se passam e Clyde resolve agir. O homem, extremamente inteligente, inicia uma matança, envolvendo os criminosos, oficiais de justiça, promotores, advogados e quem ele mais encontrar pelo caminho.
O enredo de "Código de Conduta" pode parecer comum, mas o resultado é um excelente thrilher de ação. Não existem grandes vilões neste filme. Nick, interpretado por Jamie Foxx, é um promotor ambicioso que não quer diminuir sua taxa de condenações. Já Clyde, vivido por Gerald Butler (que me lembra muito Russel Crowell), é um pai de família amargurado a busca de vingança. Durante o filme, nos perguntamos para quem devemos torcer. Se é para o personagem de Clyde ou Nick.

O argumento parece um pouco bobo, mas é válido: Um pai decide aplicar uma lição e mostrar que a justiça é falha. É fascinante a forma que ele brinca com os oficiais e manipula as palavras para anular uma confissão.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Sobre o novo Karate Kid

O cinema sobrevive da renda das projeções, da dpublicidade ou do apoio governamental.  Não pretendo discutir o que é mais vantajoso aos estúdios dos cinemas; se é criar grandes produções ou filmes mais baratos de nicho.  Mas uma forma de garantir a bilheteria é regravar antigos clássicos e lançá-los ao público, como em A Pantera Cor de Rosa e O Dia que a Terra Parou. Há pouco tempo estreou o Karate Kid, refilmagem do longa homônimo dos anos 80.

O longa seguiu o mote do original: Um rapaz se muda com a mãe para um novo lugar, se apaixona por uma garota e é perseguido por um grupo de praticante de Artes Marciais. Para se defender, aprende uma luta com um senhor. A diferença que apesar do nome ser Karate Kid, o menino Dre (bem mais novo que Daniel-san) torna-se praticante de Kung-fu e vai morar na China.

O remake tem seus méritos, como cenários bonitos e uma boa fotografia. E o humor e drama se contrapõem de forma excelente e na medida perfeita. Mas, ainda assim, prefiro o Karatê Kid original.  Gosto da transformação do franzino Daniel em um karateca, Dre já possuía uma aptidão para esportes e praticava ginástica.

O kumitê (de competição) do novo filme não convence. Nunca presenciei crianças de 10 anos, em campeonatos, batendo uma na outra com muita violência. Acredito que reduziram a idade do protagonista para atrair mais crianças. Confira o trailer dos dois filmes abaixo:



quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Programa de namorados com direito a Sylvester Stallone e MMA

Um programa de namorados qualquer requer um filminho no cinema, ver um pouco de televisão juntinhos numa tarde de domingo, ou ainda, um passeio de mãos dadas. Mas não o meu. Namorado e eu passamos o último fim de semana assistindo ao MMA e ao longa “Os Mercenários”. Eu tenho de admitir: Adoro.

Para quem não sabe Mixed Martial Arts (MMA), que pode ser traduzido como lutas marciais mistas, é a denominação para o antigo Vale Tudo (ou segundo o Namorado, o Vale Tudo Moderno).  Lutadores, sem equipamento de proteção, exceto pelas coquilhas, protetor bucal e luvas, se confrontam utilizando técnicas de artes marciais. Vence quem conseguir um nocaute, uma submissão, ou, ainda, impressionar os juízes.

Os participantes dominam mais de uma arte marcial, geralmente uma de chão, como Jiu-Jitso Brasileiro, e outra de impacto, como Muay Thai. O Brasil é celeiro para estes lutadores. Somos a terra de Lyoto Machida (meu preferido), Anderson Silva e Shogun Rua. Todos têm ou tiveram o cinturão.



 MMA e violência
A abertura do campeonato Ultimate Fighting Championship (UFC), realizado nos EUA, lembra os gladiadores da antiga Roma. Homens corajosos que se enfrentavam no Coliseu. Hoje, temos muito mais regras e segurança. É evidente que um lutador pode quebrar a costela, fraturar o maxilar e sofrer outros danos. Mas o MMA tem se aproximado do esporte e adotado algumas regras.

Muitos consideram um esporte muito violento. Mas na minha opinião são duas pessoas que se preparam arduamente, com treinos puxados, e cientes de que é um confronto corporal que pode causar sérios riscos. Acho muito mais chocante uma briga de rua ou entre torcidas rivais.

Gosto de observar o domínio corporal e as técnicas dos lutadores. Muitos mesmo sob pressão, viram a luta e vencem, como ocorreu com Anderson Silva vrs Sonnen. Este conseguiu levar a melhor em quatro rounds. Silva manteve a calma, e no último instante, conseguiu uma finalização que o levou a vitória.

E o Namorado nessa história?
O Namorado começou a assistir quando me tornei fã de Machida, que é um karateca em uma terra dominada por Muay Thai e Jiu-Jitso.  Portanto, eu que levei o MMA para a nossa relação.

Mas o que tem os Mercenários haver com MMA?
O filme  "Os Mercenários", criado por Sylvester Stallone, retrata a história de profissionais contratados para resolver sequestros de navios por piratas, cometer assassinatos encomendados, dentre outras situações. A película reúne um elenco de astros de ação, como Jet Li, Jason Statham, Dolph Lundgren, e atores famosos como Eric Roberts e a brasileira Giselle Itié.

O longa também conta com a participação de lutadores de MMA, como Randy Couture. Este irá participar do UFC 118: Edgar vs. Penn 2.

A história não é muito convincente, mas a ação é desmedida no filme, que conta com artes marciais, armas de fogo, incêndios e bazucas. Se você gosta deste estilo, "Os Mercenários" é perfeito.

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