Não é necessário dizer que é preciso tomar cuidado ao navegar na internet. E principalmente em redes sociais e bate-papos, afinal, nunca se sabe quem estará do outro lado. Esse é o plot do livro Teia Virtual, de Carlos Eduardo R. Bonito. Na obra, um psicopata com sérios problemas mentais manipula pessoas para cometerem crimes, isto com uma visão turva de justiça.
No caminho do vilão estão uma jornalista e uma advogada criminal, que posteriormente, juntam seus esforços ao promotor Alexandre, o protagonista da obra. No princípio, Alexandre não consegue acreditar nas duas, a ideia de um homem aliciar outras pessoas para cometer assassinatos é um tanto inverossímil. Mas, pela força das circunstâncias, ele passa a aceitar o fato. E a caçada pelo criminoso inicia.
A ideia do livro é interessante, apesar de não ser inovadora. O vilão convence pela própria loucura e violência. Mas, os protagonistas não. Alexandre é um chato, ultrapassado que lamenta a morte do pai e cree que seu irmão é um ingrato. Os assassinatos no começo da obra poderiam ocupar menos capítulos, afinal, eles atrasam o deslanchar da história.
Outra coisa que estranhei nos livros foi à narração em primeira pessoa. A história é contada por pelo menos cinco personagens, o que exige que o leitor redobre a atenção. Este recurso é interessante, mas se não usado corretamente, prejudica o andamento da história. Outro cuidado que os autores têm de ter ao usarem isso, é procurar mudar a forma de escrever. Os personagens são diferentes, portanto escrevem e contam historias de maneira diferente.
O livro vale a pena pelo vilão, violento e cruel. Uma perseguição ao homicida também seria interessante. A obra faz parte do booktour selo brasileiro!



















