Biblioteca da Karen

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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Teia Virtual #resenha

Não é necessário dizer que é preciso tomar cuidado ao navegar na internet. E principalmente em redes sociais e bate-papos, afinal, nunca se sabe quem estará do outro lado. Esse é o plot do livro Teia Virtual, de Carlos Eduardo R. Bonito. Na obra, um psicopata com sérios problemas mentais manipula pessoas para cometerem crimes, isto com uma visão turva de justiça. 

No caminho do vilão estão uma jornalista e uma advogada criminal, que posteriormente, juntam seus esforços ao promotor Alexandre, o protagonista da obra. No princípio, Alexandre não consegue acreditar nas duas, a ideia de um homem aliciar outras pessoas para cometer assassinatos é um tanto inverossímil. Mas, pela força das circunstâncias, ele passa a aceitar o fato.  E a caçada pelo criminoso inicia. 

A ideia do livro é interessante, apesar de não ser inovadora. O vilão convence pela própria loucura e violência. Mas, os protagonistas não. Alexandre é um chato, ultrapassado que lamenta a morte do pai e cree que seu irmão é um ingrato. Os assassinatos no começo da obra poderiam ocupar menos capítulos, afinal, eles atrasam o deslanchar da história. 

Outra coisa que estranhei nos livros foi à narração em primeira pessoa. A história é contada por pelo menos cinco personagens, o que exige que o leitor redobre a atenção. Este recurso é interessante, mas se não usado corretamente, prejudica o andamento da história. Outro cuidado que os autores têm de ter ao usarem isso, é procurar mudar a forma de escrever. Os personagens são diferentes, portanto escrevem e contam historias de maneira diferente. 

O livro vale a pena pelo vilão, violento e cruel. Uma perseguição ao homicida também seria interessante. A obra faz parte do booktour selo brasileiro!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Por favor, não deixe a dor regressar #resenha

Quando eu era mais nova e os livros não eram tão acessíveis como hoje, a sensação literária do momento  era a coleção Vagalume. Meu autor preferido era Marcos Rey. Estas obras, voltadas ao público infanto-juvenil continham histórias simples, contadas em uma linguagem acessível. Esta foi a mesma sensação que eu tive ao ler “Por favor, não deixe a dor regressar”, de Darlan Hayek Soares: algo criado para o público infanto-juvenil. O livro faz parte do booktour Selo Brasileiro. 

O livro aborda a história de Joel, um homem pobre, de origem humilde, cujo sonho era ser escritor. O patrão, um homem explorador e cruel, o envia para uma cidade, onde trabalhará temporariamente em um orfanato. Tudo para conseguir verba do governo.

  A cidadezinha é assombrada por um terror nazista. Joel conhece a inocente órfã Brunella e fica encantado com a menina. A pequena é seqüestrada pelo grupo racista. Mas, isto é só no fim. Parte da obra trata da família, do trabalho, da saída da infância. 

Os personagens são caricatos, como em parte da ficção infanto-juvenis. O patrão é um homem que repuxa o bigode dos filmes infantis. A menina tem a inocência da infância. Joel é o trabalhador explorado. 

Os diálogos são frases de amor e devoção para os pais e irmãos e soam um pouco forçado. A obra valoriza a família. Joel não poupa elogios ao pai, a mãe, as irmãs. Ele era um homem parecido com o pai, valorizava a família acima de tudo e mentia sobre o trabalho (para não magoar ninguém). Gostava de ser apreciado e se sentir um exemplo.  Pouco após a morte da mãe, começa a busca pela irmã Bárbara. 

Uma parte do livro fica como um grande nariz de cera - termo do jornalismo, para designar o que seria uma enrolação, um texto introdutório, diferente do lead. Demora um pouco para que chegue ao propósito. Eu lembro de que alguns livros da Vagalume que tinham esse “nariz de cera”. Bom, eu já cresci, e a coleção ficou para trás.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Na minha Caixa Postal #2

Nas últimas duas semanas, minha caixa de correio esteve bem cheia. O motivo é que chegaram os livros que comprei no Submarino, além da primeira obra do booktour Selo Brasileiro, Apátrida.




segunda-feira, 11 de abril de 2011

Resenha de Cidade dos Ossos

Confesso que fui fisgado pelo livro Cidade dos Ossos, de Cassandra Clare, por um comentário da escritora Stephenie Meyer na capa da edição brasileira. "Querido Edward e Jacob, adoro vocês. Mas vou passar o fim de semana com o Jace". Isto foi o suficiente para me fazer comprar o livro. Afinal, se autora da saga Crepúsculo elogiou a obra, deve ser uma boa leitura, certo?

Em partes. É um bom entretenimento. A história no começo pode parecer um pouco confusa, mas logo se torna intrigante e faz querer ler mais e mais. Entre, não avança de um livro escrito para adolescentes. E também não tem aquele mesmo ardor de Crepúsculo. O enredo é cheio de reviravoltas.

A protagonista Clary é uma garota comum, talvez um pouco teimosa. Ela testemunha um assassinato em um clube noturno. Os homicidas são um grupo de três jovens cobertos por estranhas tatuagens, cuja missão é livrar o mundo dos demônios. Mas, a narrativa só deslancha a partir do desaparecimento da mãe da garota. E o trio são as únicas pessoas que podem ajudá-la.

A partir deste ponto, a adolescente descobre o passado nebuloso da mãe e revelações que mudaram a forma que vê o mundo. Também estão inseridos no enredo personagens como vampiros, lobisomens, dentre outras criaturas. Este livro também envolve o universo dos anjos, que estava bastante na moda, trata da questão dos Nephilins, metade

E sobre Jace, o rapaz a quem Stephenie se referiu no comentário? Em minha opinião não chega aos pés do personagem Edward na questão de charme. O adolescente encarna o bad boy, órfão e solitário. Com certeza roubará muitos corações. 

Curiosidades (Via submarino):
-Obra publicada em 26 países.
-Bestseller nos Estados Unidos, Alemanha, Itália, Espanha e Austrália.
-Todos os livros da trilogia frequentaram a lista do New York Times; a série esteve na lista por mais 33 semanas.
-O livro é aguardado por comunidades e fãs brasileiros há alguns meses.
-A autora tem mais de 10 mil seguidores no Twitter.
-A capa traz um blurb elogioso de Stephenie Meyer (Crepúsculo).
-Aventura, romance e sobrenatural.
-3 milhões de exemplares vendidos nos Estados Unidos.


O Livro 2, Cidade das Cinzas já foi lançado no Brasil.  Mas não vou revelar a sinopse, que contem spoilers!

segunda-feira, 14 de março de 2011

Os homens que não amavam as mulheres #resenha

Infelizmente não tive tempo para postar nos últimos dias. E, tem bastante resenhas de filmes e livros para por em dia. Então, mãos à obra e vamos lá!
 

Há algum tempo comprei no sebo o livro "Os homens que não amavam as mulheres", de Stieg Larsson. Na época, a aquisição foi motivada por Kellen Baesso, que elogiou o bastante a obra no blog dela. E também, realmente podemos dizer que é um excelente livro.

O jornalista investigativo Mikael Blomkvist vive um momento ruim para sua carreira. É condenado por difamação. Quando não sabe o que fazer pelo resto dos dias, recebe uma proposta do milionário Henrik Vanger: escrever a biografia do ricaço e desvendar o pertubador desaparecimento de Harriet Vanger. Mikael aceita a proposta, mesmo ciente que será difícil elucidar um suposto crime que ocorreu há 40 anos. Ele encontra ajuda na investigadora, hacker e punk Lisbeth Salander.

 Eu iniciei a leitura um pouco depois de ler uma matéria na revista Rolling Stone sobre o autor Stieg Larsson, que também era jornalista e editor de uma revista. Eu vi várias semelhanças entre os dois. Na minha visão, Mikael era tudo que Blomkvist Larsson aspirava ser.

 O livro trata sobre as mulheres e a violência que elas sofrem. Como é ambientado na Suécia, acaba puxando um pouco para lá. Mas nada que seja inexistente em outros lugares. Um diferencial é que as mulheres não são só vítimas, como também são sobreviventes. Elas são fortes, inteligentes e não donzelas indefesas incapazes de se salvarem.

 A história se desenrola devagar, mas não fui capaz de largar o livro uma única vez. Gostei bastante do enredo e até comprei o segundo volume “A menina que brincava com fogo”.


Mas um detalhe, o livro virou filme, com o mesmo nome. Mas não um que faça jus à obra literária, que é dez vezes melhor. A história do filme é amarrada, detalhes importantes são deixados de lado.

terça-feira, 1 de março de 2011

Resenha Percy Jackson e o Ladrão de Raios

Na última semana, li o livro de Rick Jordan, Percy Jackson e o ladrão de raios. Gostei bastante da leitura, que foi rápida e rica. Se vou ler os outros livros? Sim, pretendo, até o último exemplar.

O protagonista Percy, também chamado de Perseu, é filho do Deus do Mar, Poseidon. O garoto vive em uma realidade “camuflada”, assim como todos os outros mortais (nessa parte não tem como não comparar com Harry Potter). Não conhece a verdade sobre os deuses e a civilização ocidental.

Só descobre que a realidade é outra quando é atacado seres, que deveriam ser mitológicos. Os humanos comuns são incapazes de enxergar ou perceber criaturas ou anomalias. O melhor amigo de Percy é um sátiro, metade humano e bode. Contudo, este usa disfarces para encobrir o fato. Outra aliada sua é a filha da deusa Atena, Annabeth.

 A saga é desenvolvida de forma com que você se identifique com o personagem principal. Percy tem problemas, como a maioria das pessoas. E também não se dá bem na escola, com notas baixas e valentões que pegam no seu pé. Somente diante da pressão é que se torna um herói, quando precisa recuperar um artefato roubado de Zeus.

Eu senti que a tradução do livro cometeu alguns deslizes – nada que comprometa o andamento da história. Mas tornou algumas frases difíceis de compreender. Penso que a pressão de algumas editoras faz com que as traduções sejam apressadas, e ocorrem erros, enfim. Como o livro aborda bastante mitologia grega, dá uma pontinha de vontade de ler mais sobre o assunto. A história é boa, bem diferente da do filme homônimo (de Chris Columbus trailer mais abaixo), que não foi uma adaptação das mais bem sucedidas.

 Sinopse do livro (pela Intrínseca)
Primeiro volume da saga Percy Jackson e os olimpianos, O ladrão de raios esteve entre os primeiros lugares na lista das séries mais vendidas do The New York Times. O autor conjuga lendas da mitologia grega com aventuras no século XXI. Nelas, os deuses do Olimpo continuam vivos e ainda se apaixonam por mortais, e dessa união nascem filhos metade deuses, metade humanos, como os heróis da Grécia antiga. Marcados pelo destino, eles dificilmente passam da adolescência. Poucos conseguem descobrir sua identidade.

Percy Jackson é um desses semideuses. Ele tem experiências estranhas em que deuses e monstros mitológicos parecem saltar das páginas dos livros de História direto para a sua vida. Pior que isso: algumas dessas criaturas estão bastante irritadas. Um artefato precioso foi roubado do Monte Olimpo e Percy é o principal suspeito. Para restaurar a paz, ele e seus amigos - jovens heróis modernos - terão de fazer mais do que capturar o verdadeiro ladrão: precisam elucidar uma traição mais ameaçadora que fúria dos deuses

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Morto ao anoitecer #Resenha

Olá! Infelizmente não consegui arrumar tempo para postar nesta e na última semana. Alguns eventos climáticos em Tubarão (leia-se muita chuva) me impediram de atualizar meu blog. Abaixo, segue uma resenha sobre o livro Morto ao Anoitecer, que escrevi para um outro lugar. Mil desculpas!

“Esqueça tudo o que você já ouviu sobre vampiros. Os mortos-vivos ganharam o direito de existir legalmente. Mas a liberdade de ficarem fora dos caixões teve seu preço: o fim da existência sedutora e das caçadas sob o luar. Em tempos de sangue sintético é preciso um esforço para se adaptar. O vampiro Bill Compton está disposto a tudo para se estabelecer em sua cidade natal. O que ele não contava era com uma série de assassinatos inexplicáveis, a desconfiança dos moradores locais e o envolvimento com uma bela – e teimosa – garçonete telepata.”

Se você é tão apaixonado por vampiros quanto eu, já deve ter ouvido falar da série de TV True Blood, exibida pela HBO nos Estados Unidos e no Brasil. Esta série de sucesso já está na terceira temporada. O que você também deve saber, eu ao menos imagino, é que é baseada na coleção de livros “Sookie Stackhouse  (Southern Vampire)”, de Charlaine Harris. Os três primeiros já foram lançados no Brasil pela Edidouro.

Recentemente, li o Morto Ao Anoitecer. Em outra ocasião já havia lido Vampiros em Dallas. Com certeza, é uma das ficções sobre vampiros que mais prende a atenção dos leitores. Os vampiros de Charlaine não possuem a profundidade de Anne Rice, e também, não têm a “bondade” dos de Stephenie Meyer. São bárbaros, sanguinários, mas ao mesmo tempo, são capazes de se apaixonar por moçoilas.

A prosa do livro não é muito descritiva e presa a detalhes. A leitura flui bem. O drama de Sookie é muito bem captado pela autora. A menina telepata precisa controlar seus poderes constantemente para não invadir a mente de um ente amado. Só encontra paz quando conhece Bill, um vampiro, que como está morto não tem impulsos elétricos,  e logo a protagonista não consegue ler a mente de.

Assim como na série, o livro também possui cenas de sexo. Mas somente são descritas as de Bill e Sookie, afinal é narrado em primeira pessoa. Alguns personagens não são tão desenvolvidos, como ocorre na televisão. A garçonete Amy é pouco citada. Tara não é mencionada no primeiro volume, assim como a transformação de Bill em vampiro.

O interessante na série é que outros seres de fantasia também vão compondo a história aos poucos, como metamorfos, mênades, lobisomens.



quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Strange Angels #Resenha

Dru Anderson, como ela mesma se descreve, não é bonita ou desperta a atenção das pessoas. Contudo, conhece muito bem o mundo real, ou seja, o dominado pelas forças sobrenaturais. Um lugar onde vampiros, lobisomens, fantasmas são reais. Dru é protagonista da série de livros Strange Angels, de Lili St. Crow.
O enredo é contado em primeira pessoa, pela própria Dru. A narração começa quando seu pai sai para caçar em uma cidade que ela mal conhece. (É muito difícil ficarem no mesmo endereço muito tempo). O lugar é extremamente frio e neva o tempo todo.
A garota, órfã de mãe, logo se vê diante de um pai transformado em zumbi e precisa exterminá-lo. A adolescente de 16 anos fica só em um mundo, onde se sente desprotegida e desamparada. E ainda teme que alguém esteja a perseguindo.

Em seu caminho, encontra a ajuda de um gótico oriental chamado Graves e um ser da escuridão com nome de Christopher. Ela é mais do uma simples menina, possui alguns poderes que a tornam especial.
Não comecei muito empolgada a leitura de Strange Angels. O enredo não me cativou de início e a protagonista Dru não é a pessoa mais simpática do mundo. Mas, o livro lá pela página 100 melhora, isto é, se tiver paciência de chegar até lá.
Confesso que este livro comprei porque na contracapa constava a palavra zumbi. Parecia uma história sobrenatural interessante. Já havia lido outras narrativas de caça-vampiros que gostei bastante. Foi difícil não associar a leitura à Supernatural, uma série que assisto a toda semana com o namorado. A Dru é criado por um caçador, que viaja bastante e ministra um treinamento militar a ela. (o enredo da série é muito parecido)
Interessante que a capa americana é a mesma que a brasileira. Não sei quantos livros são, mas a autora já escreveu outros três:  Betrayals, Jealousy e Defiance.

  • Editora: Novo Século
  • Autor: Lili St. Crow
  • Ano: 2010
  • Número de páginas: 288

Para quem entende um pouco de inglês, o vídeo do livro:






Este  post faz parte do desafio de férias da Garota It

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Resenha de Orgulho e Preconceito e ... Zumbis

 "É uma verdade universalmente aceita que um zumbi, uma vez de posse de um cérebro, necessita de mais cérebros." Orgulho e Preconceito e Zumbis


"É uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro na posse de uma bela fortuna deve estar necessitando de uma esposa" Orgulho e Preconceito
Com certeza você já deve ter ouvido falar da obra-prima da literatura inglesa "Orgulho e preconceito" de Jane Austen. Ou pelo menos visto o filme. A narrativa aborda a paixão e o envolvimento de Elizabeth Bennet com Sr. Darcy. Também Expõe o orgulho ferido de Darcy, o preconceito do homem pela família de Eliza. E ela  faz mesmo em relação a ele.

O autor norte-americano Seth Grahame-Smith resolveu modernizar o romance do século XIX, acrescentando um elemento um tanto controverso: zumbis. A narrativa de Austen é preservada até um certo ponto. O enredo e os personagens também. Contudo, alguns parágrafos escritos por Seth são adicionados a obra, tornando-a igualmente interessante.

Elizabeth continua como uma mulher a frente de seu tempo, recusando-se a casar por interesse. Mas também é uma exímia lutadora e perita nas artes mortais. Sob as ordens de sua majestade, ela elimina os terríveis mortos-vivos, denominados não-mencionáveis. Lizzy é geniosa e luta em duelos. Ela dá chutes, atira muito bem e derrota qualquer ninja bem treinado.

A família bennet, ou melhor, as cinco meninas são famosas pelas habilidades nas artes marciais. Elas estudaram na China para aprender o kung-fu. Darcy também é forte no combate aos não-mencionáveis

Outros personagens do livro, como Charlotte, melhor amiga da Lizzy também sofre pelo mal dos mortos-vivos. Ela é infectada pela praga e tenta viver seus últimos dias como humana, ao lado de seu amor. Sr Wickman, um dos possíveis envolvimento de Elizabeth, também aparece no livro.

Recomendo a leitura, tanto do livro original quanto do outro. É mais divertido fazer a comparação. 



 Trechos do Livro:
"_ Sem ninjas? Como é possível? Cinco filhas criadas num lar sem ninjas! Nunca escutei tal disparate. Sua mãe deve ser uma escrava da segurança de vocês." Orgulho e Preconceito e Zumbis

"Nuca tiveram uma preceptora? Como é possível educar cinco filhas sem uma preceptora! Nunca ouvi tal coisa! Sua mãe deve ter sido uma escrava de sua educação." Orgulho e Preconceito

  • Editora: Intrínseca
  • Autor: Jane Austen & Seth Grahame-Smith
  • Origem: Nacional
  • Ano: 2010
  • Edição: 1
  • Número de páginas: 320
  • Formato: Médio

Esta resenha faz parte do Desafio de Férias da Garota It. 

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Desafio de Férias e Selos

Olá. Há algum tempo eu desejava participar do Desafio de Férias da Garota It. É uma promoção bastante interessante que incentiva a leitura.

A ideia da blogueira é que cada participante leia dois livros por mês e escreva uma resenha sobre cada um deles. O texto deve ser postado no blog ou/e skoob de cada inscrito. No final, você concorre a alguns brindes.

Então, me organizei e escolhi meus livros. Segue abaixo a lista de leitura planejada para os meses de dezembro, janeiro e fevereiro. 




Selos

Esta semana  ganhei selos de duas blogueiras que adoro.
De Kellen Baesso, do blog Tudo o que me Interessa, ganhei os abaixo:






De acordo com as regras, eu devo contar dez coisas sobre mim e indicar este selo para dez blogs. Como já fiz isso em outro post, você podem curiosidades minhas aqui.



 As regras deste selo são indicar dez blogs.

Para os dois  eu indico:
Blog da Márcia Denardi 

Avon Shine - Bruna Mateus
Palavras de Laurinha
As Imediatas
 Cheias de Estilo
As outras indicações, eu faço minhas, as da Kellen.

Um outro selinho eu ganhei do Blog da Márcia Denardi. Obrigada








A regra deste selo é indicar cinco pessoas:
Tudo o que me interessa - Kellen Baesso
Avon Shine - Bruna
Habitat Feminino
Geeks sem fronteira
Parece Tamarindo ...





quarta-feira, 21 de julho de 2010

Uma leitura sobre um leitor de Salinger



Minhas mãos tocaram o livro surrado. As páginas já não pertenciam mais à encadernação, pendiam uma a uma da capa preta. Agradeci a moça da biblioteca, o leitor que havia feito o reserva esquecera de pegar a obra. Logo ela estava em meus dedos. Já fazia alguns meses que ansiava para ler o volume. Finalmente, perdi a vergonha e fui em busca. Era, o livro, muito requisitado. O título é famoso, “O Apanhador no Campo de Centeio”, de Jerome Salinger.

O livro narra as impressões do adolescente Holden Caulfield sobre a escola e a fuga para Nova York. È uma obra interessante, repleta de reflexões sobre pessoas, atitudes e a própria vida.

Não são as ações narradas por Salinger que me interessam. Sim as de outro escritor, cuja letra, marcada a lápis nas páginas, exprimia-se entre as vogais e as consoantes da prensa. Imagino que o leitor apaixonado pela narrativa, que se achou no direito de rabiscar as partes que gostava com comentários desinteressantes e nada criativos. Numa outra oportunidade aquela atitude teria me irritado. Mas enquanto lia as páginas, senti-me intrigada. Naquele momento era eu quem estava de posse da obra, mas quantas vezes não passou por outras mãos? Quantos não teriam lido a ponto de estragar a encadernação, de as folhas estarem começando a sair. Não era mais a capar original que envolvia o volume.

Naquele momento, naquela leitura não eram as palavras de Salinger que me lembravam a transitoriedade da vida. Eram as frases que me guiavam a leitura, a mão invisível que se estendia para mim, como se abrindo uma porta, conhecendo um pouco daquele estranho que tinha o mesmo gosto que eu. Foi numa busca para conhecer uma obra que me deparei com um estranho revelando a mim suas preferências.

Será que é tão errado marcar em nossos livros (não as da biblioteca, que fique claro), rabiscar as partes que gostamos? Talvez com esta atitude, nos tornemos mais íntimos de desconhecidos de que de velhos amigos, mesmo que revelando anonimamente segredos, sentimentos do momento. Em nossa passagem tão curta porque não assinalar em uma obra nossas impressões, gostos. Mesmo que nunca sejamos escritores, mas que se tornem públicas nossas visões sobre o mundo.

sábado, 17 de julho de 2010

O Pequeno Príncipe e as borboletas

“Il faut bien que je supporte deux ou trois chenilles si je veux connaître les papillons. Il paraît que c’est tellement beau. Sinon qui me rendra visite ? Tu seras loin, toi. Quant aux grosses bêtes, je ne crains rien. J’ai mes griffes.”
Antoine de Saint-Exupéry

O Pequeno Príncipe (de Saint-Exupéry), uma obra literária que possui leitores em várias partes do mundo, me cativou. Em um trecho da obra o príncipe dialoga com uma flor. A planta pede que ele a liberte de um receptáculo de vidro, que a protege de seus maiores medos: os insetos e o vento.

O menino, curioso pelo pedido, pergunta o porquê. A flor responde que se não vierem as larvas, nunca virão as borboletas. Ou seja, algumas provações que passamos na vida são necessárias para alcançarmos a felicidade.

Se nunca vierem os desafios, nunca virão as conquistas. Se nunca acontecerem mudanças abruptas nunca evoluiremos como pessoas. Mesmo as árvores, presas à terra, movem os galhos em direção à luz. A intolerância a mudança, o pessimismo quanto à novas experiências impedem-nos de crescer.


Voltando a ideia das borboletas. Sempre gostei destas e sua representação como a metamorfose. Um inseto feio que se enterra em um casulo e liberta-se com um belo ser. A transformação de algo grotesco para algo sublime, de um ser preso a características pouco notáveis para um com asas para voar, simbolizando a mudança e a transição. Nossa vida é repleta de desafios, cabe a nós transformá-los em larvas ou borboletas.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Notinhas: Da escrita ao Ipad

A leitura pode gerar conhecimento, que é chave para sucesso na Sociedade. A criação da escrita permitiu que as informações não simplesmente desaparecem com a morte de seus autores. Os livros armazenam a cultura produzida pelo homem no seu tempo e ao longo da civilização. Neste post, falo um pouco do desenvolvimento desta arte.

A escrita é uma invenção dos sumérios, povo da Antiguidade que ocupava a região da Mesopotâmia, atual Iraque. Surgiu com a necessidade do registro das transações comerciais. Já o alfabeto foi uma herança fenícia, outro povo da mesma época que vivia do comércio. Ela passou pelos egípcios, gregos, romanos.

Com a escrita, as tradições orais puderam ser convertidas para o papel, e preservadas por muito mais tempo. Daí, surgiu a Odisséia, os livros de contos da Idade Média, dentre outras obras.

Antes, ler e escrever eram um tesouro de poucos. A maioria da população era analfabeta. Na Idade Média, assim como em outras épocas, pertencia ao sacerdócio. Monges copiavam livros a mão ou com uma prensa rudimentar para não perder o conteúdo. Afinal a leitura liberta, o conhecimento é poder.

A invenção de Gutenberg revolucionou. Com a prensa foi possível publicar várias edições de uma mesma obra rapidamente. Com ela, os livros baratearam e se popularizaram. A leitura chegou a classe social que mais crescia; a burguesia. Posteriormente, a cultura de massa, que tantos intelectuais odeiam, expandiu os folhetins e a literatura.

A escrita permitiu que o conhecimento fosse registrado, e não se perdesse com a tradição oral. O papel dos livros, ou mesmo as paredes de templos e pedras, possibilitaram que este registro permanecesse por mais tempo. Mas, e hoje que temos uma cultura digitalizada? Steve Jobs nos deu o Ipad; Amazon, o Kindle. Tudo está armazenado em um HD. Quanto tempo durará os dados mantidos em um pen drive ou DVD? Será que deixaremos uma cultura letrada aos nossos netos?

Compartilho com vocês estes dois vídeos:



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