Biblioteca da Karen

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quarta-feira, 23 de março de 2011

Tubaronense é destaque em filme

 Olá!!!Uma matéria minha publicada no jornal que trabalho. Espero que gostem

O sonho de Rafaela Rocha de Barcelos, 14 anos, de Tubarão, era ser modelo. Era... a estatura baixa não a ajuda muito nas passarelas. Mas o que faltou em altura sobrou em talento de interpretação, o que abriu as portas para uma carreira de atriz.

No próximo dia 8, estreará o primeiro longa da adolescente: A Antropóloga, de Zeca Pires. Com dois filmes no currículo, Rafaela começou cedo. O primeiro papel veio aos 6 anos, quando estrelou o curta-metragem A História do Boi de Mamão, de Luiza Lins.

E foi por conta deste primeiro trabalho que a tubaronense foi chamada para o longa. Foram vários meses de teste até que Zeca a escolheu para o papel de coadjuvante em A Antropóloga.

Nas gravações, o diretor procurou deixá-la à vontade, e ela não precisou decorar nenhuma fala. Tudo para deixá-la o mais confortável possível. As filmagens duraram seis meses e foram feitas na Costa da Lagoa, em Florianópolis, em 2007, quando Rafaela tinha 10 anos.

Na época, ela e a avó, Nali Estella Bossle, 67 anos, moravam na capital. Toda orgulhosa, dona Nali confessa que não era muito fã da ideia da neta ser atriz. Mas os olhinhos brilhantes de Rafaela convenceram a avó. "Ela que sempre quis. Nunca forcei a nada. É meu orgulho", derrete-se.

Hoje, dona Nali não descarta até em mudar para São Paulo ou Rio de Janeiro, caso Rafaela decida seguir em frente com a carreira de atriz. "Ainda não sei se é isso que quero", pondera Rafaela.

A história de A Antropóloga
O filme conta a história da antropóloga Maria de Lourdes Gomes Azevedo Ramos, a Malu (Larissa Bracher), realiza uma pesquisa de doutorado na área de etnobotânica. Ela começa a observar o trabalho da curandeira dona Ritinha (Sandra Ouriques). Ao acompanhar o tratamento realizado com as ervas da Mata Atlântica em Carolina (Rafaela Rocha de Barcelos) - filha do médico local -  Malu entra em contato com o sobrenatural e, envolve-se na cura da menina.


domingo, 16 de janeiro de 2011

Tubaronense ajuda na reconstrução de Angola

O texto que você lê abaixo eu escrevi para o jornal onde trabalho. Espero que goste.

O oceanógrafo Ricardo Dalbosco tinha três opções: trabalhar em uma petrolífera, continuar a carreira na Polícia Militar ou ir para a África. O tubaronense optou pela terceira alternativa.

Em 2008, Ricardo embarcou para Angola. O objetivo era trabalhar em uma multinacional que ajudava na construção do país devastado pela Guerra Civil.

Hoje, ele auxilia no planejamento e criação de um plano diretor nas cidades. O trabalho não é fácil. Em um lugar onde se conviveu tanto tempo com a Guerra Civil, é comum encontrar tanques aos pedaços na rua, minas terrestres e morteiros. “Para ir a campo, só podemos ir onde outros funcionários já foram, ou com batedores que procuram minas”, revela. Calcula-se que haja quase uma mina para cada habitante. “Lá é para quem come abelha, não para quem come mel”, brinca ele.

A guerra terminou em 2002. De lá para cá, a população aumentou muito. Hoje, são cerca 16  milhões de pessoas. Um crescimento grande e o país precisa de estrutura.

Falta água potável e saneamento em alguns locais. Um caminhão-pipa abastece periodicamente a casa do oceanógrafo.

Os idosos são raros no país. A expectativa de vida é baixa, 42 anos. Depois que viu o primeiro idoso, Ricardo levou três meses para ver um outro. Doenças como malária, HIV e problemas respiratórios são comuns.

 A luta pela reconstrução
Muitos desconhecem que a Angola é rica em petróleo e diamantes. Essa riqueza auxilia no trabalho de reconstrução. Durante a guerra, parte da população morreu. Hoje, a vida selvagem retorna aos poucos à savana. Muitos bichos foram mortos e devorados pela população faminta na época da guerra.


Esperança
Em Angola, o crescimento aparece em alguns eventos. Hotéis, boates e bons restaurantes instalam-se. Há poucas clínicas bem equipadas em Angola.

Saúde
O preço do setor da saúde é alto. Muitas vezes, vale mais a pena pagar uma passagem para um outro país do que se internar emuma clínica local. As pessoas geralmente vão para a África do Sul, Namíbia, Brasil, Portugal.

Comércio
O custo de vida é alto em um país em que muitos se encontram na linha de pobreza. Poucas empresas trabalham na região, o que encarece os preços. Um prato feito chega a R$ 50,00. Uma peça de automóvel às vezes leva três meses para chegar.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Reportagem com um possível final feliz

 É muito bom quando obtemos retorno com o nosso trabalho. Em novembro escrevi uma matéria sobre um homem que procurava pela mãe. Esses dias, recebi a informação de que uma suposta mãe entrou em contato. Claro que há algumas diferenças entre a história dos dois, mas o que conta é a esperança.


22 de novembro de 2010
Homem procura pela mãe biológica

Mario Sérgio Sebastião Estácio descobriu que é adotado há dois meses. Desde então tenta unir as peças para desvendar seu passado

Há dois meses o garçom Mário Sérgio Sebastião Estácio, 35 anos, de Laguna, descobriu que é adotado. O pai de criação, José Apolinário Estácio, 70 anos, fez a revelação por medo de morrer e deixar o único filho sozinho. A mãe adotiva de Mário Sérgio, Lori Sebastião Estácio, faleceu há dez anos e ele não tem muito contato com os parentes.

O que poderia traumatizá-lo, na verdade trouxe-lhe um objetivo: encontrar sua nova família. “Eu quero saber a minha raiz. Vou me sentir muito feliz, muito mais completo. Eu preciso saber quem foi a minha mãe, se está viva”, suspira Mário Sérgio, emocionado.

O garçom possui poucas pistas sobre o paradeiro da mulher. Seu pai não recorda o nome ou traços físicos. Entretanto, sabe que os parentes dela moram no bairro Magalhães, em Laguna. A assistente social que atendeu os pais adotivos de Mário Sérgio há 35 anos, revelou que a mãe biológica trabalhava como doméstica em uma casa em Florianópolis.

Ela engravidou e enviou o bebê para adoção por medo de perder o emprego e a moradia. O patrão dela, contou a assistente social, não queria crianças em casa. Mário Sérgio nasceu no Hospital Nosso Senhor Bom Jesus dos Passos no dia 14 de outubro de 1975.

A instituição mantém os registros da mulher. Contudo, não pode entregá-los sem uma ordem judicial. Apesar da dificuldade de encontrar alguém sem ter tantas informações, Mário Sérgio não perde a esperança de conhecer sua mãe e lhe apresentar sua família: sua esposa Karla Damásio, 24 anos, e o pequeno Maik, de 5 anos.


06 de Janeiro de 2011
Homem pode ter encontrado a possível mãe biológica


Mário Sérgio procurava pela família desde setembro do ano passado

A história de Mário Sérgio Sebastião Estácio, 35 anos, morador de Laguna, poderá ter um final feliz. Conforme o Notisul publicou em novembro, ele estava em busca de sua mãe biológica há meses. 

Assim que nasceu, Mário foi adotado por José Apolinário Estácio, 70 anos, e Lori Sebastião Estácio, falecida há dez anos. No ano passado, o garçom descobriu que era adotado e começou a procura pela mãe. Dias depois da reportagem ser publicada no Notisul, uma candidata ligou e comunicou a suspeita.

A massagista Albertina Marciano Inácio, 56 anos, acredita que Mário Sérgio possa ser o seu filho. Ela engravidou quando tinha 16 anos, de um namorado.  A criança nasceu prematura. “Eu sempre tive certeza de que um dia iria encontrar. No dia das mães, eu sempre chorava”, relata Albertina.

O reencontro de mãe e filho foi emocionante. Ela foi para Cabeçudas e conheceu a família de Mário. “Eu bati fotos dele e Mário Sérgio é parecido com o meu namorado da época. Até a risada é igual”, conta.

Alguns detalhes da história são parecidos. José Apolinário lembrou que a mãe biológica era morena de cabelos longos e natural de Imaruí. A mesma descrição de Albertina.

Agora, é necessário fazer um teste de DNA para verificar se eles são mesmo mãe e filho. O valor do exame é alto. Para conseguir realizá-lo gratuitamente, Albertina pretende acionar a justiça.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Experiência de vida: Homens vivem como mendigos por 3 dias

Vou publicar novamente uma matéria que escrevi para o jornal que trabalho. Pretendo publicar semanalmente uma reportagem minha.


Quatro amigos de Tubarão tiveram uma ideia, em princípio, maluca: fazer uma jornada e experimentar como seria viver como mendigo. O objetivo era tentar desvencilhar-se dos bens materiais.

E não é que eles colocaram a ideia em prática? O grupo saiu de Tubarão, de carro, no dia 20. Destino: o balneário de Barra do Sul, no litoral norte do estado. Dali, partiram para Biguaçu, na Grande Florianópolis. Detalhe: a jornada foi feita a pé.

O empresário Marcelo Langer de Oliveira, 36 anos, o comerciante Astor Fockink, 46, e os psicólogos Thiago Dal Bó Furghestti, 28, e Darlan Albino, 30, caminharam, por três dias, aproximadamente 120 quilômetros pelo litoral catarinense.

“Saímos só com a roupa do corpo e uma máquina fotográfica. Não levamos celular, comida, água ou dinheiro”, revela Astor. Para se alimentar, eles pediam marmitas ou sanduíches para quem passava. Para dormir, procuravam lugares seguros.

A primeira noite passaram em uma construção. Usaram papelão para se cobrir. No sábado, eles conseguiram cobertores e descansaram no salão abandonado de uma igreja. Para suprir suas necessidades, os amigos pediam tudo às pessoas.

Eles conseguiram desde roupas, bonés e protetor solar, até dinheiro (voltaram para casa com R$ 40,00 no bolso). “O que percebemos é que a dificuldade não é pedir. Mas falar com as pessoas sem que elas nos ignorem”, revela Marcelo.

A viagem terminou no domingo, quando a namora de um dos “mendigos tubaronense” foi busca-los em Itapema. Eles não conseguiram chegar a Biguaçu devido ao desgaste físico e emocional. “Aprendemos a valorizar o que temos. Descobrimos que o privilégio de ter um banho quente é o máximo”, explica Astor.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Médico narra como sobreviveu ao Tsunami

Abaixo, segue um texto que escrevi para um jornal de Tubarão sobre um médico que sobreviveu a Tsunami na Indonésio. Acrescentei alguns detalhes que não pude colocar antes por questão de espaço. O original foi publicado no dia 4 de novembro. As fotos foram cedidas por Fábio, e retratam os dias que estava na Indonésia, antes da tragédia.
Oito dias após ver de perto o tsunami que devastou parte da Indonésia, Fábio Junqueira Karkow, 46 anos, decidiu encarar o mar ontem novamente. Mas desta vez em Imbituba, onde mora. O médico surfista, que estava no país em busca das melhores ondas, concedeu entrevista ao Notisul na quarta-feira.


Ele e outros 19 turistas estavam hospedados em um resort, no arquipélago mais afetado pelo terremoto e, posteriormente, pelo tsunami. Às 21h40min do dia 25 de outubro, quando sentiu o tremor, Fábio mal sabia o que o esperava. Primeiro, pensou que um amigo seu balançava a cabana, que já tinha uma fundação preparada para terremotos e, por isso, se movia. Em seguida, já ciente do se passara, fora da cabana, olhou para mar e pensou em um tsunami. Mas a maré estava baixa e sem recuo. Ele chegou a cogitar passar a noite embaixo de um coqueiro, mas pensou melhor. ”O cara escapa de um terremoto e morre com um coco na cabeça”, brinca.

Quando o barulho do mar fortaleceu, ele viu a onda gigante. “Imagine uma distância entre Laguna e Garopaba, e com dois metros de altura”, detalha. Então, correu para a torre da ilha. Vieram duas fortes ondas. Tudo levou 20 minutos. Das oito cabanas do resort, restou somente a fundação. Dos pertences, o médico recuperou uma filmadora encharcada e duas pranchas.

No dia seguinte, caminhou por dois quilômetros até uma comunidade, onde foi resgatado. No caminho atravessou 100 metros a nado, andou por alguns trechos com água até os joelhos.

Fábio já retornou ao trabalho, como clínico-geral em Imbituba e no Samu de Tubarão. Quando perguntado se voltaria a Indonésia, prontamente responde: “De jeito nenhum, aquilo é um barril de pólvora”.

Sobrevivência

Fábio conta que um turista australiano sobreviveu por sorte. Ele não conseguiu chegar à torre a tempo da passagem do tsunami, agarrou-se a um fragmento de prancha e “mergulhou” em uma piscina vazia. O turista foi arrastado por 150 metros. Não se machucou e subiu em um coqueiro quando se aproximou a segunda onda.

Ajuda Brasileira
A embaixada brasileira foi bastante prestativa. Fábio declarou que ela o auxiliou em tudo o que pode.


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