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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Filme em streaming, vale a pena?

Há um mês, eu fiz a assinatura de um serviço para assistir a filmes e séries via streaming. Eu já havia ouvido falar antes, mas não havia testado ainda. Bom, o Netflix oferece um mês gratuito para experimentar e promete que é bem fácil cancelar o serviço depois. Aceitei o desafio.

Gostei do serviço. Há uma grande variedade de filmes, séries, programas de TV e até novelas mexicanas. Claro, que na lista não há nada muito recente.  São os chamados filmes catálogos de locadoras. Mas, sempre tem grande clássico que vale a pena assistir ou um algum que seja raro de encontrar para a locação.  Senti falta de uma lista completa com todas as opções. Também gostaria de receber um mailing, com as novidades.

O preço, R$ 14,90, considero bem em conta. Afinal, você pode assistir quantas horas quiser de programação. Só em alguns computadores é necessário baixar alguma atualização para o navegador. Isto mesmo, você assiste no próprio browser.  O próprio sistema Netflix regula a imagem do filme conforme a  velocidade da internet. Mas, já aviso, se sua banda é ruim, não vale a pena assistir. Porém, hoje em dia a maior parte das pessoas tem uma velocidade razoável.  O sistema inteligente do Netflix também  faz sugestões de acordo com notas que dou para o que já vi.

Um ponto positivo é que apps para tablets. Eu posso ver uma série no IPAD, por exemplo. No Netmovies, um outro sistema via streaming, é possível conectar um cabo de rede num blu-ray ( que tiver conexão com a internet) e assistir algum programa. Isto eu senti falta no Netflix. Quem sabe no futuro eu faça um teste no concorrente.

 Pela minha experiência, eu recomendo.


O print de um filme do Netflix. Bom, eu estava fazendo download de uns arquivos durante a sessão

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Série: Sons of Anarchy

Motocicletas, violência, irmandade são os elementos de Sons of Anarchy, uma espécie de show de mafiosos sobre duas rodas. Jackson Teller (Charlie Hunnam), o Jax, é vice-presidente da gangue de motoqueiros, cujo nome dá o título a série. O jovem, que se tornou pai no primeiro episódio, é um idealista. Ele sonha em transformar aquela organização criminosa em algo mais significativo e abandonar a vida de crimes. 

Para isso, ele usa como guia, uma espécie de diário, ou melhor, um livro de memórias deixado pelo falecido pai.  Hoje, a série encerrou sua quarta temporada e deve ter uma quinta. A gangue mantém uma espécie de paz em Charming, cidade onde se passa a história. Eles têm trato com o chefe de polícia para manter o tráfico de drogas longe. Enquanto, isso, podem manter suas atividades criminosas. Na maior parte, o comércio de armas de fogo ilegais e, por fim, acabam financiando o Exército Republicano Irlandês (Ira). 

A série mostra as armações e jogadas para manter a delicada paz, além da disputa territorial com as gangues Mayans e Niners. O elenco foi muito bem escalado. Os papéis femininos ganham destaque. Gemma (Katey Sagal) é uma matriarca forte, faz sacrifícios pela família. Tara (Maggie Siff) é uma médica competente e o amor de Jax. Ela vira seu mundo de cabeça para baixo ao entrar no mundo da Samcro (outro nome para a gangue, uma espécie de sigla). As duas são  chamadas de old ladies (as senhoras, em livre tradução) de  motoqueiros. 

Apesar de personagens femininas fortes, a série mostra o machismo que domina a relação da gangue. Em algumas filiais, mulheres são moeda e cedidas por uma noite para alegrar chefões.
Um outro personagem forte é Clay, presidente do clube, padrasto de Jax e marido de Gemma. A maior parte dos atores dão um show de interpretação. Impossível não destacar a beleza do protagonista, que está muito bem no papel de Jax.

O trailer tem alguns spoilers.. Não consegui encontrar a promo da primeira temporada

terça-feira, 26 de abril de 2011

Misfits: Nada de herois, só super-poderes #Série

Olá! Já estava com muita saudade de postar no blog. A última semana foi um pouco curta... E como eu estava em uma correria, não pude encontrar um tempinho... Tenho muito o que postar e conversar com vocês. Há algumas semanas, eu conhecia a série britânica Misfits, que adorei, acompanhem a crítica:

Jovens que após passarem por um evento de natureza maior ganham super-poderes. Bom, o enredo parece batido. Já foi explorado por Heroes e outras séries de quadrinhos. Mas, nesse elemento adicione delinqüentes que estão em um centro para prestar serviços comunitários. Um atleta preso com cocaína, uma briguenta, uma mulher presa por dirigir alcoolizada, um nerd incendiário e um cara bem “escroto”. Essa é a série britânica Misfits que vai para a 3ª temporada. 

Tudo na série vale a pena. Desde o humor-negro, ao protagonista escroto (que não consegue ficar um minuto sem falar de sexo). Na primeira temporada, os jovens descobrem os poderes, e que não foram os únicos a serem afetados pelo evento. Outros também detêm habilidades. Mas, ao contrário do clichê, não estão nem aí para virar super-herois. No começo querem proteger a si mesmos. Mesmo que isso envolva matar acidentalmentes os supervisores do serviço comunitário. 

A série tem vários atores brilhantes. Dou meus parabéns ao Robert Sheehan, o intérprete do protagonista Nathan. O personagem é um idiota, mas mesmo assim se realmente sair do Misfits, como anunciam, fará muita falta. Nathan é um daqueles homens que você procura passar longe. De alguma forma, ele tentará enxergar de um ângulo sexual tudo o que você fizer. Mas, ainda assim, dá um toque de um humor sensacional. O poder dele eu não posso revelar.
Enquanto aos outros personagens, vamos lá: 

Kelly (Lauren Socha) é da periferia londrina. Uma personagem forte que tem o dom de ler as mentes das pessoas e dos animais. Alisha (Antonia Thomas) é uma mulher bonita, festeira e namorada. Logo, seu poder tornar-se uma maldição. Todo homem que a tocar é momentaneamente seduzido por ela. O nerd sem amigos Simon (Iwan Rheon) pode ficar invisível. O corredor Curtis (Nathan Stewart-Jarrett) consegue ver o futuro voltar no tempo.

Com o tempo percebemos que os dons que recebem estão relacionados com as personalidades. Simon sentia-se isolado e que ninguém prestava a atenção nele. Curtis gostaria de saber o futuro para evitar estragar sua carreira no atletismo. Já, Alisha gosta de se sentir desejada.
A 2º temporada segue a linha da primeira. Exceto pela aparição de um misterioso mascarado, disposto a ajudar os jovens. O último episódio é um divisor de águas. Resta saber o que estão preparando para a próxima!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Nodame Cantabile: Uma animação sobre música #Resenha

Nodame é uma talentosa pianista. Contudo, seu dom para música nunca recebeu o devido incentivo. Já Chiaki, um jovem musicista promissor, conquistou o reconhecimento de familiares, amigos e professores. Mas, seu medo de avião o impede de se aperfeiçoar na Europa e iniciar uma carreira. Os dois opostos se encontram em uma universidade de música no Japão e iniciam uma relação no mínimo curiosa. O enredoé da animação japonesa, movida a música clássica, Nodame Cantabile.

O animê, que não é novo (de 2002), baseia-se no mangá homônimo, da autora Ninomiya Tomoko. Para quem desconhece um pouco de cultura nipônica ou, melhor, otaku, o quadrinho classifica-se como um josei: uma obra destinada a jovens mulheres. A animação possui uma sensibilidade incrível. Não há como não se apaixonar pelos protagonistas ou pelos outros personagens que surgem na série.

O que me cativa na história é que a autora deixa claro que nunca é tarde para sonhar. Para muitos, a carreira de Nodame não evoluiria por não ser mais uma jovem pianista. Muitos desacreditam desta musicista que Mas Chiaki acredita na moça, reconhece a técnica e o talento. Ele se apaixona pelas notas emitidas pelo piano de Noda.

A série tem boas doses de humor e drama. Chiaki, apesar de amar Nodame, não possui boas doses de maturidade para lidar com a moça, que é um tanto brincalhona.
Nodame Cantabile faz um grande sucesso no Japão . O animê encerrou na 3ª temporada, alguns filmes já foram lançados, inclusive um live action.

Um detalhe: não é preciso conhecer música clássica para apreciar a animação.

Recomendo: Namorado recomenda para adoradores de Honey e Clover. Eu, para todos que gostem de shoujos (mangás para o público feminino).

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

True Blood, Matrix e a Convergência das Mídias

“ As mídias tradicionais são  passivas, e as mídias atuais, participativa e interativas, elas coexistem e estão em rota de colisão. Bem-vindo à revolução do conhecimento. Bem-vindo à cultura da Convergência.”  Henry Jenkins em  a “Cultura da Convergência”

O que Matrix e um grupo de fãs de Survivor (no Brasil, o programa é conhecido como “No Limite”) têm em comum?  Segundo Henry Jenkins, autor do livro Cultura da Convergência, muito. Os dois se utilizam de outras mídias para expor questões das séries.  Os fãs de Survivor se reúnem em fóruns e comunidades para debater spoilers e acontecimentos do reality show.  Enquanto os produtores do longa criaram conteúdo para várias plataformas midiáticas.

Matrix é de 1999, enquanto Survivor de 2000. Ou seja, há 10 anos já se pensava, ao menos no caso dos irmãos Wachowski, como seria o futuro. Os produtores de Matrix criaram um universo que reuniu várias mídias.  Vídeo-games, animações (animês), quadrinhos e a sequência dos três filmes compuserem uma única história. Personagens, como Kid, foram apresentados nas animações e emergiram nas telas do cinema. Muitos espectadores, que não fizeram uma escala pelas outras produções, não compreenderam alguns fatos ou passaram por eles despercebidos. Talvez, na época, não ocorreu o envolvimento que teríamos atualmente.

Hoje, as mídias se convergem, ou seja, se encontram para criar uma única história. Várias plataformas coexistem para trazer a informação. Um filme pode trazer dicas para um game, como a abertura de novas fases.

 A televisão, principalmente, tem unido seu conteúdo a outros meios que auxiliam na divulgação. Os próprios fãs também contribuem com este movimento, ao produzir filmes e outros materiais e disponibilizá-los via Internet.

Não adianta pensar exclusivamente em uma única mídia ao se criar um produto cultural. Mesmo que uma emissora ou escritor queira restringir o acesso a um único meio, não pode descartar uma comunidade de fãs ávidos por novidades. Estes, certamente irão criar sites, músicas, e muito material sobre o que gostam.

Exemplos de Convergência Midiática

Hoje, temos muitos exemplos da convergência das mídias. Uma das minhas séries preferidas, True Blood, teve seis mini-episódios divulgados via Internet. Estes narram acontecimentos que não foram exibidos na TV, mas estão intimamente ligados à segunda temporada.



Lost é um outro exemplo. Logo no princípio, diversos fóruns, comunidades e redes sociais debateram intensamente os acontecimentos da série. Os produtores logo produziram material para Internet, como sites da Oceanic Air e vídeos da Iniciativa Dharma. Este post interessante da Ana Paula Palu trata um pouco mais a fundo sobre a influência da Internet (usuários) em Lost.

Outra série que assisto, Supernatural, fez  uma piada com os fãs. Em um episódio, (spoiler) os irmãos Dean e Sam conhecem um profeta, que escreve sobre a vida dos dois em uma coleção de livros, que carrega o mesmo nome da série. Os rapazes descobrem várias comunidades na Internet, onde fãs escrevem fanzines, alguns com até um possível envolvimento entre os meninos.

A questão do futuro das mídias é bastante abordada por Henry Jenkins no livro a “Cultura da Convergência”, que li antes de escrever este post. Recomendo.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Sobre o último episódio de Lost


Na última cena de Lost, Jack fecha os olhos, como se encerrasse de forma poética a série que durou seis anos. O primeiro episódio, um dos pilotos mais marcantes da história da televisão,  inicia-se com o médico abrindo as pálpebras. O gesto final foi um adeus, de um programa que com certeza deixará saudades.
Acompanhei Lost desde o primeiro episódio. Confesso que não assisti a todos, devo ter pedido dois ou três. Quando comecei a namorar, há um pouco mais de um ano, ver os episódios  se tornou um hobby dos dois.  Posso dizer que vou sentir falta de uma série com um bom e envolvente roteiro, e com personagens bem desenvolvidos (ao menos a maioria).
Lost nunca parou de surpreender: personagens importantes da trama e queridos pelo público morreram, experiências com o subconsciente realizadas na Iniciativa Dharma, viagens no tempo, mistura de mitologia e ciência. Sem dúvida um enredo rico.  
Com o fim de Lost vou sentir falta de ver algo bom na TV. O último episódio deixou algumas perguntas sem respostas, mas, ao contrário de muita gente, eu gostei.   Jack perde a vida na ilha, assim como muitos personagens.  Entretanto por uma causa maior. No começo da temporada, Jack deixou a liderança do grupo e passou a seguir ordens. Aos poucos, reassume seu papel e salva a todos no final.
Poucos conseguiram fugir da Ilha. Os “Flashs” que começaram a aparecer no começo da temporada retratavam a busca (na minha opinião), mesmo inconsciente dos personagens, para se lembrar da ilha. Por mais que estivessem felizes com aquela vida irreal, sabiam que havia algo que não se encaixava.
Mesmo com todo o sofrimento que a Ilha proporcionou aos sobreviventes do Oceanic  815, eles encontram uma família entre seus colegas de vôo. Como Jacob, mesmo disse, todos eram desajustados onde viviam.  Não se davam bem com a família, amigos ou trabalho. Na Ilha formaram um lar. No começo todos tentaram partir, quando uns finalmente conseguiram ir embora, voltaram. A Ilha precisava deles , de um novo protetor. E eles precisavam da Ilha.
A Ilha era importante. Mas era mais precioso  a amizade e o amor que cada um conquistou no decorrer da série. Tanto que só ficaram felizes no “purgatório” quando reencontraram uns aos outros e se lembraram do tempo que viveram juntos.   
Locke estava certo. A ilha era especial.

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