Nas aulas de Psicologia da Comunicação, que estudei durante o curso de Jornalismo, aprendi sobre a teoria do Vazio Existencial. Freud acreditava que as pessoas só eram plenamente felizes até os 2 anos, quando descobriam que a mãe ou figura materna, não lhes pertencia. Como a ausência da mãe não pode ser preenchida, criamos um vazio. Ao que parece, passamos uma parte da nossa vida tentando preenchê-lo.
Parece difícil para uma sociedade urbana e tumultuada, com horários apertados, encontrar tempo para exercer alguma atividade que ocupe a mente e o corpo durante momentos de angústia. E mesmo quando iniciamos alguma, uma hora aquele hobbie para de nos propriciar prazer e torna-se rotina. O que fazer para preencher este vazio?Para muitos a resposta chegou em forma de consumo e compras. No meu caso, fora mais de 20 livros em 3 meses, e 5 pares de sapatos em um mês (claro que aproveitei as promoções e todas as compras foram dentro do orçamento). Se eu não tivesse alimentado o meu vício e adquirido ao invés de livros, outra mercadoria, teria me sentido superficial.
Mas só me restam dúvidas: Será que este vazio é um mal da nossa sociedade? Como preenchê-lo satisfatoriamente? Organizar melhor o tempo?
Quando o Consumismo vira doença
Sabe a sensação quando você encontra um homem bonito e os olhares são instantaneamente trocados? É a mesma que Becky sente ao ver uma vitrine de uma loja. A moça se senti feliz e completa ao comprar um cachecol, uma bota. Isto é, até ver a próxima loja. Pode parecer uma personagem da vida real, mas é da Walt Disney e está retratada no filme “Os Delírios de Consumo de Becky Bloom“. A situação se torna mais complicada (e engraçada), quando ela inicia o trabalho em uma revista de economia. Seu perfil é o oposto de tudo que escreve.





