Biblioteca da Karen

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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Scorsese homenageia o cinema em a Invenção de Hugo Cabret

Eu não tinha nenhuma expectativa quando fui ao cinema assistir a invenção de Hugo Cabret. Aliás, não vi o trailer ou mesmo sabia que foi dirigido pelo genial Martin Scorsese. Você pode imaginar que seja um longa feito para o público infantil. Mas, na minha opinião não é. É sobre sonhos desfeitos e esperança.

A película mostra que a felicidade é passageira, como também o sofrimento é efêmero e tudo melhora. A vida é uma série de transformações. O pequeno Hugo  (Asa Butterfield) é feliz, num primeiro momento, ao consertar relógios com o pai (interpretado por Jude Law). Os dois iniciam o projeto de consertar um autômato, uma espécie de robô primitivo. Mas, o progenitor morre num incêndio.

O órfão é levado pelo tio para a estação de trem, onde terá de fazer a manutenção dos relógios.  Em uma pequena loja de brinquedos, Hugo rouba as peças para o conserto do autômato.  Numa das tentativas, ele é flagrado pelo dono da loja George Méliès (Ben Kingsley), que se apropria do caderno de anotações do pai do menino.

Aos poucos, Hugo começa uma amizade com este senhor e sua afilhada Isabelle (Chloë Grace Moretz). A menina se torna sua melhor amiga.

Se você conhece um pouco de cinema, percebe que George Méliès  é o cineasta e mago dos efeitos especiais do começo do século XX.  E Ben está muito bem caracterizado neste papel.  Na vida real, Méliès tem um final triste, mas na ficção tudo muda.
Um trecho do filme Le voyage dans la lune (Viagem à lua) é mostrado no longa. E muitas curiosidades sobre o cinema. Acredito que é uma grande homenagem  a sétima arte.

O filme, ambientado na Paris dos anos 30, tem uma bela fotografia. E é repleto de referências à literatura.  Isabelle fala de Victor Hugo E Hugo se revela um grande fã de Julio Verne. O 3D vale a pena. 

Não posso deixar de citar que o ator de Borat e Bruno, Sacha Baron Cohen , participa do filme, como o inpetor da estação. A ele cabe a parte cômica do longa.  A invenção de Hugo Cabret concorreu a 11 oscars, incluindo a de melhor filme. Levou cinco para casa.O longa é baseado num livro juvenil  escrito pelo norte-americano Brian Selznick.


terça-feira, 7 de junho de 2011

Um peixe de calças jeans mostra a sensibilidade do autor


A minha primeira impressão quando peguei “Um peixe de calças Jeans e outras histórias para unir” foi  de como eu iria resenhar um livro feito para crianças. Não tenho filhos, sobrinhos... Bom, respirei fundo e encarei desafio, até porque tem uns romances infanto-juvenis que gosto bastante. A obras, de Allan Pitz,  é curtinha, mas encantadora. Ela faz parte do booktour Selo Brasileiro, que participo.

 O livro se encaixa perfeitamente no público-alvo: as crianças de 5 a 9 anos. E o tema não poderia ser melhor escolhido: o bullying. Quanto mais cedo educarmos nossas crianças, mais fácil coibirmos preconceitos e comportamentos negativos. Na obra, há cinco contos: todos enfocam que não há nada de errado em ser diferente, pelo contrário.

No conto que dá nome ao livro, “Um peixe de calças Jeans”, o protagonista nasceu com as nadadeiras deformadas, e usa o acessório para nadar melhor. Já em “Menino de Algodão”, o garoto é tratado de forma diferente pelos amigos, por ser de algodão. Quando um gênio aparece e concede um desejo, ele não deseja ser transformado em carne e osso, afinal, não há nada errado com o menino. Ao contrário, pede para que todos sejam se tornem de algodão por dez dias. E assim, as pessoas percebem como é viver daquela maneira.

Em o “Sapo que não comia mosca”, descobre-se que ajudar alguém diferente e perceber as dificuldades dos outros pode se tornar muito gratificante. No “Gigante da Goiabeira”, é abordado que não ser igual a todo mundo pode ser vantajoso. O autor tem a sensibilidade de usar um tom infantil e várias metáforas belas para conversar com as crianças. Os contos são muito bons para trabalhar em sala de aula.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Filme da vez: Sucker Punch - Mundo Surreal #Resenha

 O filme Sucker Punch (intitulado, em português como, O Mundo Surreal) inicia com uma tremenda sequência de ação. Baby Doll (Emily Browning) e a irmã ficam sozinhas no mundo após a morte da mãe. O padrasto, um dos vilões, se revolta após descobrir que as duas são as únicas herdeiras e tenta estuprar a caçula. Baby faz de tudo para salvá-la, e acaba matando-a em um disparo acidental. Ela vai para um sanatório. O padrasto paga para que os médicos realizem uma lobotomia. Bem, este é apenas os primeiros 10 minutos (ou menos) de filme. 

O plano do padrasto é transformá-la em um vegetal. Baby tem três dias até que um famoso especialista chegue para fazer o procedimento. A garota, que em nenhum momento desiste de lutar, arma um plano de fuga. Mas, como sobreviver àquela realidade? Onde todos são insanos e o mundo não é mais tão cor de rosa?
A resposta de Baby é criar uma nova realidade. E, vários mundos dentro de mundos. Em alguns minutos ela não está mais em um hospício, mas em um bordel. Como precisa subornar os enfermeiros com favores sexuais, é muito menos violento se imaginar como uma prostituta de luxo. Nesta casa de burlesco, ela não faz programa, porém dança muito bem e encanta a todas. 

Logo, as cenas de passos e gingas são substituídas por metralhadoras e espadas ao longo do filme. Ela também cria personagens para ajudá-la nas missões. O argumento do longa é interessante. É preciso criar uma realidade alternativa para não ser consumida pela loucura e depressão. 

Contudo, eu sinto que falta algo: um confronto entre as realidades. A história é interessante. Mas também cai no clichê de algumas narrativas criadas por homens sobre mulheres: que para sobreviver em momentos extremos tem de se prostituir. (Gosto mais quando pegam em armas, hehehe). Já vi isso em muitas HQs.

Os cenários são bonitos, as lutas lembram vídeo-game, as meninas se vestem como em um anime. Vale apena assistir, mas não com muita expectativa. Creio que seria um longa bom para ser produzido em 3D.

Curiosidades:
Baby é interpretada por Emily Browning, que também viveu uma órfã em Desventuras em Séries.  O diretor Zack Snyder é o mesmo de 300 e Watchmen. 

terça-feira, 1 de março de 2011

Resenha Percy Jackson e o Ladrão de Raios

Na última semana, li o livro de Rick Jordan, Percy Jackson e o ladrão de raios. Gostei bastante da leitura, que foi rápida e rica. Se vou ler os outros livros? Sim, pretendo, até o último exemplar.

O protagonista Percy, também chamado de Perseu, é filho do Deus do Mar, Poseidon. O garoto vive em uma realidade “camuflada”, assim como todos os outros mortais (nessa parte não tem como não comparar com Harry Potter). Não conhece a verdade sobre os deuses e a civilização ocidental.

Só descobre que a realidade é outra quando é atacado seres, que deveriam ser mitológicos. Os humanos comuns são incapazes de enxergar ou perceber criaturas ou anomalias. O melhor amigo de Percy é um sátiro, metade humano e bode. Contudo, este usa disfarces para encobrir o fato. Outra aliada sua é a filha da deusa Atena, Annabeth.

 A saga é desenvolvida de forma com que você se identifique com o personagem principal. Percy tem problemas, como a maioria das pessoas. E também não se dá bem na escola, com notas baixas e valentões que pegam no seu pé. Somente diante da pressão é que se torna um herói, quando precisa recuperar um artefato roubado de Zeus.

Eu senti que a tradução do livro cometeu alguns deslizes – nada que comprometa o andamento da história. Mas tornou algumas frases difíceis de compreender. Penso que a pressão de algumas editoras faz com que as traduções sejam apressadas, e ocorrem erros, enfim. Como o livro aborda bastante mitologia grega, dá uma pontinha de vontade de ler mais sobre o assunto. A história é boa, bem diferente da do filme homônimo (de Chris Columbus trailer mais abaixo), que não foi uma adaptação das mais bem sucedidas.

 Sinopse do livro (pela Intrínseca)
Primeiro volume da saga Percy Jackson e os olimpianos, O ladrão de raios esteve entre os primeiros lugares na lista das séries mais vendidas do The New York Times. O autor conjuga lendas da mitologia grega com aventuras no século XXI. Nelas, os deuses do Olimpo continuam vivos e ainda se apaixonam por mortais, e dessa união nascem filhos metade deuses, metade humanos, como os heróis da Grécia antiga. Marcados pelo destino, eles dificilmente passam da adolescência. Poucos conseguem descobrir sua identidade.

Percy Jackson é um desses semideuses. Ele tem experiências estranhas em que deuses e monstros mitológicos parecem saltar das páginas dos livros de História direto para a sua vida. Pior que isso: algumas dessas criaturas estão bastante irritadas. Um artefato precioso foi roubado do Monte Olimpo e Percy é o principal suspeito. Para restaurar a paz, ele e seus amigos - jovens heróis modernos - terão de fazer mais do que capturar o verdadeiro ladrão: precisam elucidar uma traição mais ameaçadora que fúria dos deuses

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

O Diário de Sibila Rubra: Uma história na Ilha da Magia

 Esta resenha estava em um outro blog que tentei manter. Contudo, faltou tempo para as atualizações e resolvi concentrar em um único local. Espero que gostem.

Quem não gosta de prosa bem contada, cujo autor capricha na escrita. Fazia tempo que eu sentia saudades de um livro assim. O Diário de Sibila Rubra: O Retorno das Bruxas, escrito por Kizzy Ysatis (o mesmo de o Clube dos Imortais) atendeu as minhas expectativas e supriu minha carência  por bons livros.

A história é escrita em primeira pessoa e não segue uma ordem linear. Inicia com a invasão do vampiro Luar a uma casa, pertencente à atual Sibila Rubra. O homem consegue persuadir a moradora a narrar o diário de uma das Sibilas Rubras, Elaine. Esta bruxa narra os fatos de sua infância em Florianópolis, Ilha da Magia. Também conta os segredos da ordem de bruxas Sibilas.

Com certeza, Florianópolis foi uma excelente escolha do autor para o enredo do romance. A ilha é o cenário de várias histórias de bruxaria.

A leitura do livro é gostosa, rápida e dá uma vontade de relê-lo. Só tive uma dificuldade em compreender as falas dos nativos do lugar, transcritas em português coloquial (no caso, o famoso linguajar local manezinho).

Importante destacar que personagens de carne osso da cultura brasileira "fazem uma ponta" no livro, como o poeta Álvares de Azevedo. O escritor vira um vampiro nas mãos de Kizzy.

Na obra de Kizzy também aparecem outros seres sobrenaturais, como lobisomens, sacis, mula-sem-cabeça. Na mitologia do escritor, os vampiros se originam de duas formas: como uma alma ressentida que se materializa à busca de vingança ou através da troca de fluidos. Os vampiros são poderosos, ao menos o Luar é, só entram nas casas como convidados e se transformam em outros animais.

Segue abaixo a sinopse do site do Submarino.

     "Em sua nova Obra, Diário da Sibila Rubra, Kizzy Ysatis continua com sua proposta intimista, fortemente influenciada por Virginia Woolf, sem perder suas penas de corvo e anéis de prata. Quem leu sua primeira obra, Clube dos Imortais vai se deliciar, mas a ordem inversa de leitura também é possível, e talvez até mais instigante. Compondo uma nova quimera, agora com a lenda das Sibilas Rubras, as bruxas que despertaram a atenção de Jô Soares na entrevista do autor. Numa ilha de Bruxas, amor, morte e mistério se mesclam à história de Elaine, uma jovem sibila rubra que está aprendendo que é preciso pensar nas conseqüências antes de fazer as próprias escolhas. Ao mesmo tempo surge uma ameaça capaz de pôr fim na antiga Ordem a qual ela pertence e Elaine, apostando que assim garantirá a vitória, resolve se aliar a um mal ainda maior: o vampiro Luar. Guiando-nos pelos mistérios da Ilha de Santa Catarina, Diário da Sibila Rubra nos leva a uma verdadeira travessia das rotas da magia."

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Resenha de Pequena Abelha

Este livro pediu silêncio aos leitores. A história é um segredo, mas creio que possa revelar alguns dados a vocês. Contudo, não espalhem.A narrativa de Chris Cleave "Pequena Abelha" aborda a histórias de duas mulheres diferentes.

A cor da pele, o sotaque, a nacionalidade, a situação civil, nada essas mulheres têm em comum, exceto pelas histórias de vida que se esbarram em um ponto. E partir deste instante, a história se desenrola. Este encontro ocorre dois anos da narrativa contada no livro.

Este encontro envolve a órfã nigeriana Pequena Abelha e a  jornalista britânica Sarah. Pequena Abelha é uma sobrevivente de uma tragédia e ruma a Londres como uma refugiada. Sarah é mãe de um menino de quatro anos, que acredita que é o batman. Ela tenta reavivar um casamento fracassado.

A construção da história não é linear. As duas protagonistas se revezam para contar os fatos. Cada capítulo é dedicado a uma delas. Não é uma narrativa feliz; é sobre sobrevivência. Não espere contos de fadas.

Curisodade: O livro virará filme. A atriz Nicole Kidman atuará e produzirá o longa da BBC.

Leia o primeiro capítulo

Confira alguns trechos da Obra: 


"Eu adoraria ser uma libra esterlina. Uma libra pode viajar livremente para a segurança, e nós podemos assistir, também com liberdade, à sua viagem. Esse é o triunfo da humanidade. Chama-se globalização.Uma menina como eu é barrada na imigração, mas uma libra pode saltar por cima das roletas e se esquivar dos aparelhos daqueles homens grandalhões de uniforme com quepe e entrar direto num táxi de aeroporto que esteja à espera. Para onde, senhor? Para a civilização ocidental, meu amigo, e ligeiro." Pequena Abelha

"Será que as cicatrizes que essas cicatrizes estão no corpo inteiro, como as luas e estrelas no seu vestido? Achei que isso também seria bonito, e peço-lhe neste instante que faça o favor de concordar comigo que uma cicatriz nunca é feia. Isto é o que aqueles que produzem as cicatrizes querem que pensemos.  Mas você e eu temos de fazer um acordo de desafiá-los. Temos de ver todas as cicatrizes como algo belo. Combinado? Este vai ser o nosso segredo. Porque, acredite em mim, uma cicatriz não se forma num morto. Uma cicatriz significa: 'Eu sobrevivi'." Pequena Abelha p.17.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

The Runaways: história das mulheres no rock - #Resenha do filme



Sinopse: O filme é a cinebiografia da banda de rock The Runaways.O grupo era composto apenas por garotas com idades menores ou iguais a 16 anos. A versão cinematográfica aborda a formação, o sucesso fulminante à separação algumas integrantes. O longa compreende os anos 1975,76 e 77.
Tenho de confessar que não conhecia a banda The Runaways. O conjunto de 1970 era composto somente por garotas que tocavam rock roll. A história virou filme nas mãos de Floria Sigismondi.

Me surpreendi com a atuação de Kirsten Stweart (de Crepúsculo) no longa. Antes, em todos os filmes que eu a vi atuar sempre da mesma forma, como se todos os personagens fossem iguais. Era como se ela se interpretasse nos longas. Neste, ela mostrou que amadureceu como atriz e criou uma Joan Jett durona.

Enquanto Dakota Fanning (Lua Nova e a Guerra dos Mundos), que sempre foi uma boa atriz, mostrou que cresceu. Ela está ótima. A garota interpreta Cherie Currie, uma cantora que usa drogas e canta de lingerie. Conseguiu fazer a migração de papeis infantis para de adulta numa boa.  Muito Show.

Através do filme, é possível fazer uma crítica sobre a banda: se é comercial ou não. Não tem como não argumentar que a banda foi produzida. Pode-se observar a construção, a procura por uma vocalista bonita como Cherie. Gostei do filme e recomendo. 

 A história de Cherie tem mais destaque que a de Joan. É bom lembrar que o roteiro é baseado num livro escrito por Cherie.E Dakota se sobressai em relação à Kirsten.

Ficha Técnica
Diretor: Floria Sigismondi
Elenco: Kristen Stewart, Dakota Fanning, Alia Shawkat, Scout Taylor-Compton, Michael Shannon, Tatum O'Neal, Johnny Lewis, Robert Romanus.
Produção: Joan Jett, Kenny Laguna, Brian Young
Roteiro: Floria Sigismondi
Fotografia: Benoît Debie
Duração: 105 min.
Ano: 2010
País: EUA
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Paris Filmes
Estúdio: Road Rebel


Runaways originais




Trailer do filme



The Runaways originais















Filme

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Moças não tão inofensivas #resenha de A prova de Morte

Há algum tempo, assisti ao longa Machete, de Robert Rodriguez. O filme apareceu pela primeira vez em um  trailer "falso" dentro do projeto Grindhouse, que visava homenagear as películas de horror da década de 70. Dentro do Grindhouse, existem dois longas: "A Prova de Morte" e "Planeta Terror". Machete foi uma experiência interessante. Logo, eu precisei assistir ao "A Prova de Morte".

Confesso que não conhecia o filme "A Prova de Morte", de Quentin Tarantino. Na última segunda-feira, namorado e eu resolvemos assisti-lo. O longa é dividido em duas partes, que é que tem em comum é o psicopata Dublê Mike, interpretado por Kurt Russel. O homem se diverte perseguindo garotas com o seu carro, adaptado para cenas de ação em filmes.

A primeira parte do filme, parece ser ambientada nos anos 70. Três moças vão para a casa no lago de uma delas. Os cabelos das mulheres lembram os das Panteras, as roupas também, assim como a fotografia e o cenário. O único índício de se passa em 2009 ou 2010, é o celular de uma das mocinhas. As moças são tratadas como vítimas de um homem cruel.

Já a segunda parte é diferente. As mulheres trabalham com cinema, algumas são dublês. E você começa a observar a mudança quando se depara com o toque de celular de uma delas, a mesma música do filme Kill Bill. E também de revistas que estampam a imagem do filme Maria Antonieta de Sofia Copola. As moças não são tão inofensivas quanto ele pensa.



Provar um pouco da sabedoria de Tarantino?
Sabe o que acontece com  pessoas que levam facas? São baleadas.

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