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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Vitória de Royce no primeiro #UFC

Neste último fim de semana, assisti ao primeiro UFC (campeonato de Artes Marciais Mistas – MMA) que foi produzido. Muito diferente do atual, não tinha tempo máximo de luta, número de rounds e valia praticamente tudo (pisadas, cabeçadas, cotoveladas). Só não podia morder, enfiar o dedo no olho e bater nas partes íntimas. Mas, para quem não sabe, o primeiro detentor de um cinturão foi um brasileiro. 

Hoje, quando você assiste a um UFC, percebe que há um card de lutas e cada competidor só luta uma vez por edição. Nos primeiros, ocorria uma espécie de campeonato. Ou seja, se lutava várias vezes, até a final. O lutador tinha que ter um corpo bem preparado.  Também não tinha divisão por peso. Para se ter uma idéia, o americano praticante de sumo, Teila Tuli, pesava 190 quilos. Era o mais pesado. O mais leve, Royce Gracie, tinha 81 quilos.  E se você imagina que os lutadores tinham o físico de hoje, está muito enganado. Uns tinham até uma barriguinha saliente, e não falo do caro do sumo.

A primeira luta foi entre o holandês, praticante de  savate, Gerard Gordeau contra Teila Tulli. Bom, eu fiquei imaginando como se derrotaria alguém que luta sumo. Era óbvio que golpes no corpo eram perda de tempo e que levar um soco provocaria um dano imenso. Gerard soube a resposta com nocaute técnico, obtido através de chute bem aplicado. Teila perdeu um dente e abriu o supercílio! Esperniou, mas não houve, saiu derrotado. Gordeau quebrou a mão durante essa luta. 

A segunda luta da noite foi entre o kickboxing  Kevin Rosier  e karateca  Zane Frazier. Kevin venceu a disputa. De acordo com ele, a estratégia era deixar que o adversário o batesse várias vezes até cansar e, em seguida, partir para cima. Na minha opinião, não houve estratégia nenhuma. No primeiro instante, Kevin partiu para cima em vez de estudar o adversário. 

Em seguida, entrou Royce no tatame para desafiar o boxeador Art Jimmerson. Royce ganhou a luta facilmente. Ele não deixou Art se mover. Na primeira chance partiu para cima e o levou para o chão.
Percebi, que  neste primeiro UFC, os lutadores sabiam apenas uma modalidade. A maioria não estava preparada para ir para o chão. Nisto, Royce, tinha uma grande vantagem. Ele controlava bem a distância e quando tinha uma brecha, derrubava o adversário. O chão era seu território. Na entrevista, ao fim do evento, Royce mencionou que não queria levar pancada,  e, portanto, se antecipava. 

Um outro atleta que era completo era Ken Shamrock, de Shootfitghing. Ele sabia lutar no chão e golpear, socar e chutar. Dominava algumas técnicas de judô.  Outra característica era de todos os lutadores eram bastante estimados na arte marcial que praticavam. Ganhavam muitos torneios. Durante o  evento, o patriarca da família Gracie, Hélio, recebeu uma homenagem pela importância para as artes marciais.

terça-feira, 29 de março de 2011

#Resenha de Beautiful Boxer - a história de um transexual no Muay Thai (filme)


Algumas pessoas vêem nas artes marciais e lutas um escape para superar as dificuldades da vida. Assim foi para Nong Toom, um lutador de Muay Thai (Boxe Tailandês). Ele precisou vencer o preconceito, apesar de ter nascido homem, se sentia uma mulher. A vida deste transexual é retratada no filme tailandês, vencedor de vários prêmios, Beautiful Boxer.

A história de Nong Toom é cativante. Ele é de uma família pobre, e logo descobre a aptidão para o Muay Thai. Tem golpes bonitos (muita cotovelada e joelhada), eficientes, visão de jogo, agilidade e noção de espaço. E percebe que pode ganhar muito dinheiro com isso em lutas. O filme retrata muito bem a relação que ele tinha com o treinador e a esposa deste (que comprou seu primeiro batom).

O ator Asanee Suwan (lutador na vida real), que interpretou o boxeador, fez um excelente trabalho. Percebe-se que o lutador não é gay, ele é uma mulher e tem anseios de uma. E batalha para a aceitação. No começo esconde sua identidade, mas depois luta para poder ser ele ou ela mesma. Nas lutas, depois que todos descobrem como ele é, passa a usar maquiagem (não dispensa o batom vermelho),posterirmente quer usar um sutiã. E ele continua vencendo, e nisso ganha o respeito de muitos lutadores. A fotografia do filme é bem legal e os cenários são muito bonitos.

Mas com certeza precisa lutar e muito contra o preconceito. Reforço é uma história real com um final feliz. Nong Toom hoje é uma bela mulher, chegou a trabalhar como modelo. Hoje não luta mais em torneios. Gosto bastante do slogan do filme: Ele luta como um homem para que possa se tornar uma mulher.

Abaixo, estão duas fotos. A primeira mostra Asanee como Nong. E a segunda, como Nong após ter feito a cirurgia (vida real)






Documentário sobre Nong no National Geographics

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