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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Sobre o novo Karate Kid

O cinema sobrevive da renda das projeções, da dpublicidade ou do apoio governamental.  Não pretendo discutir o que é mais vantajoso aos estúdios dos cinemas; se é criar grandes produções ou filmes mais baratos de nicho.  Mas uma forma de garantir a bilheteria é regravar antigos clássicos e lançá-los ao público, como em A Pantera Cor de Rosa e O Dia que a Terra Parou. Há pouco tempo estreou o Karate Kid, refilmagem do longa homônimo dos anos 80.

O longa seguiu o mote do original: Um rapaz se muda com a mãe para um novo lugar, se apaixona por uma garota e é perseguido por um grupo de praticante de Artes Marciais. Para se defender, aprende uma luta com um senhor. A diferença que apesar do nome ser Karate Kid, o menino Dre (bem mais novo que Daniel-san) torna-se praticante de Kung-fu e vai morar na China.

O remake tem seus méritos, como cenários bonitos e uma boa fotografia. E o humor e drama se contrapõem de forma excelente e na medida perfeita. Mas, ainda assim, prefiro o Karatê Kid original.  Gosto da transformação do franzino Daniel em um karateca, Dre já possuía uma aptidão para esportes e praticava ginástica.

O kumitê (de competição) do novo filme não convence. Nunca presenciei crianças de 10 anos, em campeonatos, batendo uma na outra com muita violência. Acredito que reduziram a idade do protagonista para atrair mais crianças. Confira o trailer dos dois filmes abaixo:



terça-feira, 3 de agosto de 2010

Não existe sorte, e sim treino



Ana Carolina é menina vaidosa, inteligente e bonita que se despede de toda feminilidade quando entra no tatame. Ela, assim como eu, é karateca e integrante da equipe Associação Impacto de Karatê-do, que atualmente defende a cidade de Tubarão. Há dois fins de semana, Ana conquistou uma vaga na Sulamericano de Karatê Goju Ryu, durante o Campeonato Brasileiro de Goju no Paraná. Toda equipe se saiu muito bem na competição, o que nos garantiu o troféu de quarto lugar na geral. Mas, só a garota levou quatro medalhas.

Muitos podem visualizar a vitória apenas como sorte, entretanto é um conjunto de fatores, como concentração, controle emocional e treinamento que garante bons resultados. Algumas pessoas acreditam em dom, uma palavra oriunda da Idade Média, quando tudo era justificado pelo poder divino, e a habilidade  provinha de nascença, e não do estudo.  Na verdade, como diz meu sensei, não existe sorte, mas treino.

Depois de vermos tanta exposição de festas, baladas e muitos namoros envolvendo a figura de alguns jogadores de futebol, acabamos imaginando uma vida fácil. Mas a rotina de atleta é repleta de privações, sacrifícios e dores musculares. E tudo em nome do amor ao esporte. E muitos têm de se dividir entre o trabalho e os treinos. Dos atletas que tive sorte de conhecer, todos praticavam bastante para se aperfeiçoar.

Para muitos não é fácil; deixar a família, namorado e amigos, para se dedicar a horas de treino. Não vou negar que muitas pessoas foram abençoadas com a genética e a facilidade para executar os exercícios. Contudo, horas de treinamento e condicionamento podem fazer o diferencial.

Ana, como muitos membros da equipe, fez alguns sacrifícios e se destacou com muito mérito. Um exemplo de que a disciplina pode levar a alçar voos altos.

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