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terça-feira, 26 de abril de 2011

Misfits: Nada de herois, só super-poderes #Série

Olá! Já estava com muita saudade de postar no blog. A última semana foi um pouco curta... E como eu estava em uma correria, não pude encontrar um tempinho... Tenho muito o que postar e conversar com vocês. Há algumas semanas, eu conhecia a série britânica Misfits, que adorei, acompanhem a crítica:

Jovens que após passarem por um evento de natureza maior ganham super-poderes. Bom, o enredo parece batido. Já foi explorado por Heroes e outras séries de quadrinhos. Mas, nesse elemento adicione delinqüentes que estão em um centro para prestar serviços comunitários. Um atleta preso com cocaína, uma briguenta, uma mulher presa por dirigir alcoolizada, um nerd incendiário e um cara bem “escroto”. Essa é a série britânica Misfits que vai para a 3ª temporada. 

Tudo na série vale a pena. Desde o humor-negro, ao protagonista escroto (que não consegue ficar um minuto sem falar de sexo). Na primeira temporada, os jovens descobrem os poderes, e que não foram os únicos a serem afetados pelo evento. Outros também detêm habilidades. Mas, ao contrário do clichê, não estão nem aí para virar super-herois. No começo querem proteger a si mesmos. Mesmo que isso envolva matar acidentalmentes os supervisores do serviço comunitário. 

A série tem vários atores brilhantes. Dou meus parabéns ao Robert Sheehan, o intérprete do protagonista Nathan. O personagem é um idiota, mas mesmo assim se realmente sair do Misfits, como anunciam, fará muita falta. Nathan é um daqueles homens que você procura passar longe. De alguma forma, ele tentará enxergar de um ângulo sexual tudo o que você fizer. Mas, ainda assim, dá um toque de um humor sensacional. O poder dele eu não posso revelar.
Enquanto aos outros personagens, vamos lá: 

Kelly (Lauren Socha) é da periferia londrina. Uma personagem forte que tem o dom de ler as mentes das pessoas e dos animais. Alisha (Antonia Thomas) é uma mulher bonita, festeira e namorada. Logo, seu poder tornar-se uma maldição. Todo homem que a tocar é momentaneamente seduzido por ela. O nerd sem amigos Simon (Iwan Rheon) pode ficar invisível. O corredor Curtis (Nathan Stewart-Jarrett) consegue ver o futuro voltar no tempo.

Com o tempo percebemos que os dons que recebem estão relacionados com as personalidades. Simon sentia-se isolado e que ninguém prestava a atenção nele. Curtis gostaria de saber o futuro para evitar estragar sua carreira no atletismo. Já, Alisha gosta de se sentir desejada.
A 2º temporada segue a linha da primeira. Exceto pela aparição de um misterioso mascarado, disposto a ajudar os jovens. O último episódio é um divisor de águas. Resta saber o que estão preparando para a próxima!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

True Blood, Matrix e a Convergência das Mídias

“ As mídias tradicionais são  passivas, e as mídias atuais, participativa e interativas, elas coexistem e estão em rota de colisão. Bem-vindo à revolução do conhecimento. Bem-vindo à cultura da Convergência.”  Henry Jenkins em  a “Cultura da Convergência”

O que Matrix e um grupo de fãs de Survivor (no Brasil, o programa é conhecido como “No Limite”) têm em comum?  Segundo Henry Jenkins, autor do livro Cultura da Convergência, muito. Os dois se utilizam de outras mídias para expor questões das séries.  Os fãs de Survivor se reúnem em fóruns e comunidades para debater spoilers e acontecimentos do reality show.  Enquanto os produtores do longa criaram conteúdo para várias plataformas midiáticas.

Matrix é de 1999, enquanto Survivor de 2000. Ou seja, há 10 anos já se pensava, ao menos no caso dos irmãos Wachowski, como seria o futuro. Os produtores de Matrix criaram um universo que reuniu várias mídias.  Vídeo-games, animações (animês), quadrinhos e a sequência dos três filmes compuserem uma única história. Personagens, como Kid, foram apresentados nas animações e emergiram nas telas do cinema. Muitos espectadores, que não fizeram uma escala pelas outras produções, não compreenderam alguns fatos ou passaram por eles despercebidos. Talvez, na época, não ocorreu o envolvimento que teríamos atualmente.

Hoje, as mídias se convergem, ou seja, se encontram para criar uma única história. Várias plataformas coexistem para trazer a informação. Um filme pode trazer dicas para um game, como a abertura de novas fases.

 A televisão, principalmente, tem unido seu conteúdo a outros meios que auxiliam na divulgação. Os próprios fãs também contribuem com este movimento, ao produzir filmes e outros materiais e disponibilizá-los via Internet.

Não adianta pensar exclusivamente em uma única mídia ao se criar um produto cultural. Mesmo que uma emissora ou escritor queira restringir o acesso a um único meio, não pode descartar uma comunidade de fãs ávidos por novidades. Estes, certamente irão criar sites, músicas, e muito material sobre o que gostam.

Exemplos de Convergência Midiática

Hoje, temos muitos exemplos da convergência das mídias. Uma das minhas séries preferidas, True Blood, teve seis mini-episódios divulgados via Internet. Estes narram acontecimentos que não foram exibidos na TV, mas estão intimamente ligados à segunda temporada.



Lost é um outro exemplo. Logo no princípio, diversos fóruns, comunidades e redes sociais debateram intensamente os acontecimentos da série. Os produtores logo produziram material para Internet, como sites da Oceanic Air e vídeos da Iniciativa Dharma. Este post interessante da Ana Paula Palu trata um pouco mais a fundo sobre a influência da Internet (usuários) em Lost.

Outra série que assisto, Supernatural, fez  uma piada com os fãs. Em um episódio, (spoiler) os irmãos Dean e Sam conhecem um profeta, que escreve sobre a vida dos dois em uma coleção de livros, que carrega o mesmo nome da série. Os rapazes descobrem várias comunidades na Internet, onde fãs escrevem fanzines, alguns com até um possível envolvimento entre os meninos.

A questão do futuro das mídias é bastante abordada por Henry Jenkins no livro a “Cultura da Convergência”, que li antes de escrever este post. Recomendo.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Sobre o último episódio de Lost


Na última cena de Lost, Jack fecha os olhos, como se encerrasse de forma poética a série que durou seis anos. O primeiro episódio, um dos pilotos mais marcantes da história da televisão,  inicia-se com o médico abrindo as pálpebras. O gesto final foi um adeus, de um programa que com certeza deixará saudades.
Acompanhei Lost desde o primeiro episódio. Confesso que não assisti a todos, devo ter pedido dois ou três. Quando comecei a namorar, há um pouco mais de um ano, ver os episódios  se tornou um hobby dos dois.  Posso dizer que vou sentir falta de uma série com um bom e envolvente roteiro, e com personagens bem desenvolvidos (ao menos a maioria).
Lost nunca parou de surpreender: personagens importantes da trama e queridos pelo público morreram, experiências com o subconsciente realizadas na Iniciativa Dharma, viagens no tempo, mistura de mitologia e ciência. Sem dúvida um enredo rico.  
Com o fim de Lost vou sentir falta de ver algo bom na TV. O último episódio deixou algumas perguntas sem respostas, mas, ao contrário de muita gente, eu gostei.   Jack perde a vida na ilha, assim como muitos personagens.  Entretanto por uma causa maior. No começo da temporada, Jack deixou a liderança do grupo e passou a seguir ordens. Aos poucos, reassume seu papel e salva a todos no final.
Poucos conseguiram fugir da Ilha. Os “Flashs” que começaram a aparecer no começo da temporada retratavam a busca (na minha opinião), mesmo inconsciente dos personagens, para se lembrar da ilha. Por mais que estivessem felizes com aquela vida irreal, sabiam que havia algo que não se encaixava.
Mesmo com todo o sofrimento que a Ilha proporcionou aos sobreviventes do Oceanic  815, eles encontram uma família entre seus colegas de vôo. Como Jacob, mesmo disse, todos eram desajustados onde viviam.  Não se davam bem com a família, amigos ou trabalho. Na Ilha formaram um lar. No começo todos tentaram partir, quando uns finalmente conseguiram ir embora, voltaram. A Ilha precisava deles , de um novo protetor. E eles precisavam da Ilha.
A Ilha era importante. Mas era mais precioso  a amizade e o amor que cada um conquistou no decorrer da série. Tanto que só ficaram felizes no “purgatório” quando reencontraram uns aos outros e se lembraram do tempo que viveram juntos.   
Locke estava certo. A ilha era especial.

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